Onyx é escolhido por Bolsonaro para Secretaria-Geral e voltará ao Planalto

Após um ano como ministro da Cidadania, deputado licenciado vai substituir Jorge Oliveira, que tomou posse no TCU; novo titular da Cidadania não foi anunciado

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
08 de fevereiro de 2021 às 17:50 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 19:48

 

Onyx Lorenzoni mudará novamente de cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Depois de quase um ano como ministro da Cidadania, o deputado licenciado será deslocado de volta para uma pasta no Palácio do Planalto.

Em entrevista ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, Bolsonaro anunciou a escolha de Onyx Lorenzoni para a Secretaria-Geral da Presidência. A pasta estava sob o comando de Jorge Oliveira, que pediu exoneração para tomar posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

"Tem um ministério vago, que é o da Secretaria-Geral, que a previsão é trazer o Onyx Lorenzoni e colocar outra pessoa lá. É isso que está previsto no momento", disse o presidente. Questionado se Lorenzoni voltaria para a Casa Civil, Bolsonaro reiterou: "Vai para a Secretaria-Geral, a Casa Civil está muito bem, excelente, com o Braga Netto".

No novo posto, Onyx Lorenzoni vai reeditar a parceria com José Vicente Santini, que era seu número 2 quando comandou a Casa Civil, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020. Santini foi exonerado do Planalto após utlizar, sem autorização, um avião da FAB para viajar à Suíça e à Índia.

O profissional ficou um período como assessor especial do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e agora retorna ao Palácio do Planalto junto com Onyx Lorenzoni. No Diário Oficial da União desta segunda-feira (8), Santini foi nomeado para ser secretário-executivo da Secretaria-Geral, o número 2 da pasta a ser comandada por Lorenzoni.

Auxílio emergencial

O ponto alto da passagem de Onyx Lorenzoni pelo Ministério da Cidadania foi a implementação do auxílio emergencial, operacionalizado pela Caixa Econômica Federal.

Inicialmente, o governo propôs um benefício de R$ 200, que acabou sendo de R$ 600 nos primeiros meses, em acerto com o Congresso.

Segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo colunista da CNN Igor Gadelha, uma das ideias é que o auxílio emergencial passe a se chamar “Bônus de Inclusão Produtiva”, já apelidado nos bastidores de “BIP”. 

A ideia é reduzir o valor do benefício para R$ 200, montante menor do que os R$ 300 pagos nas últimas três parcelas encerradas em dezembro e do que os R$ 600 pagos no começo da pandemia.

Em atualização