Maria Saad, sobre armas: resistência da oposição contraria vontade do povo

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou decretos que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo no país

Da CNN, em São Paulo
15 de fevereiro de 2021 às 16:07 | Atualizado 15 de fevereiro de 2021 às 16:08

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos, usou as redes sociais para criticar a atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de editar decretos que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo no país. Ramos entende que o assunto deve ser tratado no Congresso e que Bolsonaro invadiu uma competência exclusiva do Legislativo.

No quadro Liberdade de Opinião desta segunda-feira (15), a comentarista Maria Fernanda Saad comenta a crítica do vice-presidente da Câmara:

“O Estatuto do Desarmamento, que é uma lei, fala em arma de uso permitido, restrito e proibido, mas não explica qual é o critério dessa classificação. Então é função do decreto do presidente, ou mesmo de resolução do Exército, definir quais armas são de uso permitido, quais são de uso restrito e quais são de uso proibido. (...) Como quase todos os decretos do presidente são questionados perante o Supremo Tribunal Federal por partidos políticos derrotados nas urnas, qualquer ação do Executivo somente passa a valer após a chancela do Judiciário, situação que não encontra paralelo em nenhum lugar do mundo”, diz Maria Fernanda.

“O fato é que o presidente Bolsonaro foi eleito defendendo, dentre outras bandeiras e propostas, a flexibilização do acesso às armas. Não há dúvida em relação a isso. A resistência da oposição, embora seja parte do processo político, contraria a vontade do povo brasileiro expressa nas eleições de 2018.”

O Liberdade de Opinião tem a participação de Caio Coppolla e Rita Lisauskas. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

 

A comentarista Maria Fernanda Saad no quadro Liberdade de Opinião
A comentarista Maria Fernanda Saad no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN (15.fev.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.