Moraes nega pedido da defesa de Witzel para suspender processo de impeachment

Defesa do governador afastado afirma que o STJ não enviou todos os anexos da delação premiada do ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo
05 de abril de 2021 às 19:02 | Atualizado 05 de abril de 2021 às 19:06
Em vídeo para deputados, Witzel afirmou que acusações contra ele são levianas
O governador afastado é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter um suposto envolvimento em desvios de recursos na área da saúde durante a pandemia
Foto: Antonio Cruz - 26.mar.2019/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeito um pedido feito pela defesa do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, para que o processo de impeachment fosse suspenso.

De acordo com a defesa de Witzel, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não enviou todos os anexos da delação premiada do ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos. Após analisar o pedido, no entanto, Moraes entendeu que os documentos foram enviados à defesa de forma correta.

"A garantia do exercício da ampla defesa somente alcança o acesso a provas que digam respeito à pessoa do investigado ou aos fatos diretamente a ele imputados, não autorizando o acesso a documentos sigilosos que tenham por objeto fatos e imputações dirigidas a terceiros e que não estão sendo utilizados pela acusação", escreveu o ministro em sua decisão.

Ainda de acordo com o ministro da Corte, se outros documentos fossem enviados agora, o sigilo estabelecido legalmente poderia ser rompido.

Wilson Witzel enfrenta um processo de impeachment e está afastado do cargo desde agosto de 2020. O governador afastado é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter um suposto envolvimento em desvios de recursos na área da saúde durante a pandemia.

Desde o início do processo, Witzel nega participação nos crimes.