Planalto inicia preparação de Pazuello para CPI da Pandemia

A maior preocupação do Planalto é com o tema cloroquina e tratamento precoce

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
30 de abril de 2021 às 19:32 | Atualizado 30 de abril de 2021 às 19:46

O Palácio do Planalto já iniciou a preparação para o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia previsto para a próxima quarta-feira (5). 

Ela se dá em duas frentes. Uma, o levantamento de informações sobre toda a gestão do ministro, trabalho que vem sendo feito liderado pela Casa Civil. Outra, a preparação em si do próprio general para enfrentar os senadores. Aqui, a força-tarefa é liderada pela Secretaria-Geral da Presidência e tem o apoio da Advocacia-Geral da União, da Casa Civil e do Ministério da Saúde. Já foi definido que Tercio Issami Tokano, adjunto do Advogado-Geral da União, será seu acompanhante no depoimento na CPI.

O ex-ministro já está em Brasília, hospedado no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército. Deve passar o final de semana por lá já em preparação. Estão sendo elaborados os questionamentos mais prováveis ao ex-ministro com o objetivo de treiná-lo em um formato de perguntas e respostas.

A maior preocupação é com o tema cloroquina e tratamento precoce. Há um receio no governo de que o fato de Pazuello não ser egresso da área de saúde possa levá-lo a dar respostas que prejudiquem a ele e ao governo. E, mais do que isso, de que possam dar margem a interpretações em desacordo com a real intenção da mensagem que ele queira passar.

A avaliação é a de que Pazuello não é um bom comunicador e que o fato de ser um militar faz com que a forma como ele se comunica seja pouco didática e, portanto, suscetível a erros.

O ministro da Saúde Eduardo Pazuello
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello
Foto: Isac Nóbrega/PR (16.dez.2020)

Para evitar isso, o governo elabora questionamentos e principalmente as possíveis “pegadinhas” que os senadores podem fazer nas perguntas. 

A articulação política do governo tem orientado a força-tarefa no sentido de que Pazuello deverá levar informações fidedignas e fazer um depoimento que não dê margem de dúvidas.