Bolsonaro defende hidroxicloroquina e ivermectina após críticas na CPI

Presidente fez uma provocação à CPI da Covid e ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Tiago Abech, da CNN, em São Paulo
07 de maio de 2021 às 21:32 | Atualizado 07 de maio de 2021 às 21:37

Criticado durante a primeira semana de depoimentos da CPI da Pandemia, o dito "tratamento precoce" foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma sequência de publicações nas redes sociais na noite desta sexta-feira (7).

"Resposta aos inquisidores da CPI sobre o tratamento precoce: uns médicos receitam Cloroquina; outros Ivermectina; e o terceiro grupo (o do Mandetta), manda o infectado ir para casa e só procurar um hospital quando sentir falta de ar (para ser entubado)", escreveu Bolsonaro.

"Portanto, você é livre para escolher, com o seu médico, qual a melhor maneira de se tratar. Escolha e, por favor, não encha o saco de quem optou por uma linha diferente da sua, ok?"

Na primeira semana de oitivas, a CPI ouviu os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga. Questionados, os três disseram que não há eficácia comprovada para o uso da hidroxicloroquina, com apenas o atual ministro dizendo existirem estudos com sinalização positiva para a indicação do medicamento a pacientes com a Covid-19.

A compra e distribuição de medicamentos sem eficácia reconhecida para a Covid-19 estão no bojo da investigação da CPI da Pandemia. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), pediu informações a diversos órgãos públicos sobre a produção e distribuição da hidroxicloroquina.

 

Bolsonaro em coletiva de imprensa (03.mai.2021)
Foto: Reprodução / CNN