Pfizer recua, e CEO irá presencialmente à CPI da Pandemia

Carlos Murillo era CEO da empresa no Brasil na época das tratativas da farmacêutica com o governo federal

Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
11 de maio de 2021 às 13:54 | Atualizado 11 de maio de 2021 às 17:27

 

A farmacêutica Pfizer, chamada para prestar esclarecimentos à CPI da Pandemia no Senado, informou à cúpula da comissão que o CEO da América Latina, Carlos Murillo, poderá ser ouvido presencialmente. Carlos era CEO da empresa no Brasil na época das tratativas da farmacêutica com o governo federal. De acordo com o âncora da CNN, Daniel Adjuto, havia um pedido marcado como confidencial e urgente da Pfizer solicitando que Carlos Murillo prestasse depoimento por vídeo à CPI.

No pedido, a empresa garante que, dessa forma, ele "poderá esclarecer os fatos relacionados às negociações com o Governo Federal desde 2020 para a aquisição de vacinas da Pfizer". Nesse mesmo requerimento a Pfizer pediu à CPI da Pandemia que dispense Marta Díez, atual presidente da empresa no Brasil, de prestar depoimento na próxima quinta-feira (13). A alegação é que Marta Díez assumiu o posto em fevereiro e, segundo a empresa, não teve participação nas tratativas com o governo federal além de morar no Chile e não falar português fluentemente.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN, a cúpula da CPI informou que não quer abrir precedente em ouvir testemunhas de forma remota e por isso vai avaliar se será necessário o depoimento de Marta Díez em outro momento.

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Senadores durante trabalho na CPI da Pandemia, em Brasília
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado