Vice-presidente da CPI pede quebra de sigilo bancário e telefônico de Pazuello

Ainda não há data para o pedido ser analisado pelos integrantes da CPI da Pandemia

Lauriberto Pompeu e Vinícius Valfré, do Estadão Conteúdo
19 de maio de 2021 às 18:46 | Atualizado 19 de maio de 2021 às 19:08
Ex-ministro Eduardo Pazuello presta depoimento à CPI da Pandemia
Ex-ministro Eduardo Pazuello prestou depoimento à CPI da Pandemia nesta quarta-feira
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou nesta quarta-feira (19) um requerimento para que os sigilos bancário e telefônico do ex-ministro Eduardo Pazuello sejam quebrados. O senador pediu que sejam compartilhados com a comissão todos os dados fiscais e telemáticos de Pazuello desde 2020.

Como justificativa, Randolfe cita o que chamou de "gravíssima revelação" feita na noite desta terça-feira (18) pela TV Globo dando conta de que, durante a gestão do general no Ministério da Saúde, militares escolheram, sem licitação, empresas para reformar prédios antigos no Rio de Janeiro.

"E, para isso, usaram a pandemia como justificativa para considerar as obras urgentes", observou o senador.

Ainda não há data para o pedido ser analisado pelos integrantes da CPI. Há também pedidos de quebra de sigilo telefônico e bancário do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) - apontado como integrante de um núcleo de aconselhamento paralelo ao Ministério da Saúde para ações do governo que dizem respeito à pandemia - e de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação, que auxiliou nas negociações para aquisição de vacinas da Pfizer.