A interlocutores, Pazuello descarta pedir transferência para reserva após ato

Pessoas próximas ao ex-ministro da Saúde entendem que o ato no Rio de Janeiro não se encaixa no escopo das regras da caserna para uma possível punição

Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
24 de maio de 2021 às 15:47 | Atualizado 24 de maio de 2021 às 16:06

 

Antes de se reunir com o Comando do Exército, o ex-ministro Eduardo Pazuello descartou, a interlocutores, pedir transferência para a reserva do Exército, após participar de um ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (23), no Rio de Janeiro. A CNN apurou que o general vai se reunir com o comandante  Paulo Sérgio na tarde desta segunda-feira (24).

Pazuello é general da ativa, e o regulamento do Exército veda participação de militar em manifestação de cunho político. Pessoas próximas ao ex-ministro da Saúde entendem, no entanto, que o ato no Rio de Janeiro não se encaixa no escopo das regras da caserna para uma possível punição.

 

A avaliação é a de que a manifestação não tinha viés político-partidário, tampouco cunho eleitoral. Além disso, Pazuello defende que não fez discurso com cunho político, o que poderia lhe blindar de uma possível punição. No próprio círculo de civis próximos ao general, porém, não se descarta uma punição, mas ainda há a defesa de que o ex-ministro da Saúde tem margem para alinhar com o superior hierárquico uma penalidade que não exponha as Forças Armadas e nem provoque ainda mais desgaste a Pazuello.

Eduardo Pazuello discursa no Rio sem máscara
Foto: CNN Brasil