Pazuello nega ao Exército transgressão militar e fala em 'honra pessoal'

Eduardo Pazuello negou ao Exército que tenha incorrido em uma transgressão militar ao participar de um ato com Bolsonaro no Rio

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
27 de maio de 2021 às 17:39 | Atualizado 28 de maio de 2021 às 08:04

O ex-ministro Eduardo Pazuello negou ao Exército que tenha incorrido em uma transgressão militar ao participar de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no último domingo, no Rio.

Pazuello, que é general da ativa, recorreu ao artigo 6 do Regimento Disciplinar do Exército para apontar que sua participação no ato se deve a “honra pessoal”.

O trecho diz que a aplicação do regimento do Exército deve considerar 
“I - honra pessoal: sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”
A ideia é que não se aplica a ele a transgressão número 56 do Regimento, "manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária", porque deve-se considerar o apreço que seu superior, o presidente Jair Bolsonaro, comandante-em-chefe das Forças Armadas, tem por ele. 

Além disso, na defesa ele esclarece que se tratava de um passeio motociclístico, sem, portanto, caráter político, que ele foi convidado a participar e a certa altura chamado sem que esperasse a subir no trio elétrico em que estava o presidente.