Aziz quer dados sobre voos de Nise Yamaguchi e irmãos entre Brasília e São Paulo

Presidente da CPI da Pandemia também apresentou requerimento sobre repasses de recursos para empresas que tenham médica como sócia

Tainá Farfan, da CNN, em Brasília
03 de junho de 2021 às 12:05
A médica oncologista e imunologista Nise Hitomi Yamaguchi
A médica oncologista e imunologista Nise Hitomi Yamaguchi durante depoimento à CPI da Pandemia
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou nesta quarta-feira (2) requerimentos de informações para três companhias aéreas sobre voos feitos pela médica Nise Yamaguchi e seus dois irmãos entre Brasília e Sao Paulo, de março de 2020 a maio de 2021. O pedido é um desdobramento do depoimento de Nise na Comissão, que aconteceu na última terça-feira (1).

O documento traz como justificativa que as informações são necessárias porque a médica "declarou que participou de reuniões com representantes do governo federal acompanhada de seus irmãos Greici Yamaguchi e Charles Takahito. Nesse sentido, tais documentos são fundamentais ao esclarecimento dos fatos investigados nesta CPI".

 

Outro requerimento protocolado pelo presidente da CPI pede que sejam prestadas informações pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre eventuais contratos e repasses de recursos entre a pasta e pessoas jurídicas que tenham como sócia, ou parte, a médica Nise Yamaguchi, entre marco de 2020 e maio de 2021.

"Diante do depoimento da Sra. Nise Yamaguchi, no dia 01 de junho de 2021, verificou-se uma relação muito próxima entre a depoente e diversas autoridades do governo federal durante o período, além da convergência na defesa de medicamentos no denominado tratamento preventivo contra a Covid-19. Nesse sentido, tais documentos são fundamentais ao esclarecimento dos fatos investigados nesta CPI", diz o requerimento.

Todos os documentos protocolados por Omar justificam que a CPI tem como finalidade apurar "possíveis irregularidades em contratos, fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de recursos públicos, assinatura de contratos com empresas de fachada para prestação de serviços genéricos ou fictícios, entre outros ilícitos, se valendo para isso de recursos originados da União Federal, bem como outras ações ou omissões cometidas por administradores públicos federais, estaduais e municipais, no trato com a coisa pública, durante a vigência da calamidade originada pela Pandemia do Coronavírus".

O presidente da CPI deve pautar os requerimentos para aprovação em plenário na próxima terça-feira (08).