Lista tríplice resguarda independência do Ministério Público, diz procurador

Apesar de presidente não ser obrigado a seguir votação, Júlio José Araújo Júnior, diretor da ANPR, diz ser preciso buscar meios de “institucionalizar" a lista

Produzido por Juliana Alves, da CNN, em São Paulo
21 de junho de 2021 às 14:17 | Atualizado 21 de junho de 2021 às 14:33

A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) realiza nesta terça-feira (22) a eleição que vai formar a lista tríplice para o próximo procurador-geral da República. A lista é uma tradição desde a redemocratização, onde pessoas do meio escolhem os três candidatos mais preparados para o cargo para que o presidente da República escolha um nome entre os três selecionados. Jair Bolsonaro (sem partido) quebrou a tradição ao escolher Augusto Aras - que não estava na lista tríplice - como PGR.

O presidente deve escolher um novo procurador-geral da República até setembro. Ele poderá escolher entre um dos nomes da lista tríplice ou reconduzir Aras para mais dois anos de mandato. 

 

Apesar de o presidente não ser obrigado a seguir a lista, Júlio José Araújo Júnior, diretor da ANPR, diz ser preciso buscar meios de “institucionalizar” o instrumento para “resguardar a independência” do Ministério Publico.

“Mesmo que a lista não seja seguida, é importante institucionalizar ela como acontece em todos os outros Ministérios Públicos. Independente do prognóstico para a escolha do próximo PGR, a associação entende que lista é importante, pois resguarda a independência do Ministério Público.”

Sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília
Foto: Antonio Augusto/Secom/PGR