74% da economia de SP está funcionando, afirma Doria ao detalhar reabertura

Também foi anunciado nesta quarta-feira (22) o Plano São Paulo, que trata da reabertura gradual da economia no estado a partir do dia 11 de maio

O governador do estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o combate ao coronavírus. São Paulo, 09 de abril de 2020.
O governador do estado de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa sobre o combate ao coronavírus. São Paulo, 09 de abril de 2020. Foto: Governo do Estado de São Paulo.

Ouvir notícia

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que 74% de toda a estrutura econômica do estado de São Paulo está funcionando. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (22), o governador detalhou o plano de reabertura de estabelecimentos no estado a partir do dia 11 de maio, após o fim oficial da quarentena decretada para prevenir a proliferação do novo coronavírus.  

Conforme antecipou a CNN, o retorno das atividades será feito de forma heterogênea, com base no cenário e nos índices locais de cada região durante a pandemia do coronavírus. Doria ressaltou, entretanto, que trata-se do início da flexibilização da quarentena.

“Teremos o Plano São Paulo, flexível, com base da ciência”, declarou. “Vamos levar em conta situações locais e regionais e setores que possam retomar a economia com as devidas medidas de proteção”.

Para que reabertura gradual da economia ocorra, os municípios serão segmentados por níveis de risco, com o objetivo de facilitar o monitoramento da pandemia na região. Além disso, será levado em conta número de leitos disponíveis nos municípios, bem como a implantação de protocolos gerais e específicos para cada ambiente de trabalho. 

Doria também comemorou a taxa média de 57% de isolamento registrada na terça-feira (21), feriado de Tiradentes. “Agradeço à população. 57% é um número bastante razoável. Nós buscamos estar acima do índice de 60%, o que ocorreu em algumas cidades”, disse.

O governador, entretanto, chamou de “inimigos da vida” as pessoas que descumpriram as determinações de restrição de circulação. Ele também afirma ter recomendado aos profissionais de segurança pública que tomem medidas contra quem estiver “sabotando a saúde e os profissionais de saúde”.

“Façam suas manifestações de forma segura, pela internet, mas não sejam irresponsáveis de fazerem isso na rua, nas avenidas de São Paulo e ainda tentando bloquear algumas vias da cidade”, acrescentou.

Fila zerada

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a fila de amostras pendentes de análise foi zerada ontem, na terça-feira (21). No dia 7 de abril, as autoridades registravam 17 mil exames aguardando resultado para o diagnóstico de COVID-19. 

A plataforma de laboratórios, coordenada pelo Instituto, aumentou a capacidade de processamento para 5 mil amostras por dia. Até o momento, foram realizados 35,6 mil testes para coronavírus no estado. A expectativa é que 8 mil exames sejam feitos diariamente, quando a plataforma alcançar plena capacidade de processamento. 

Para aumentar o número de testes realizados por dia, o governo de São Paulo importou 1,3 milhão de testes da Coreia do Sul, que chegaram na última semana, com um investimento total de R$ 85 milhões.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, são consideradas prioritárias as testagens de mortes, de pacientes graves e de profissionais de saúde.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o estado de São Paulo tem 15.385 casos confirmados de COVID-19. O número de mortes chegou a 1.039, com um acréscimo de 5% nas últimas 24 horas. 

Mais Recentes da CNN