À CNN, Gleisi Hoffmann diz que ainda não há definição de que Lula será candidato

De acordo com a deputada e presidente nacional do PT, partido ainda não discutiu sobre o assunto

Nathallia Fonseca, Caio Junqueira e Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN Brasil, a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, comentou na noite desta quinta-feira (15) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que mantém anuladas as condenações do ex-presidente Lula nos processos da operação Lava Jato. De acordo com ela, o momento “foi um passo fundamental para o resgate da justiça”, mas não representa, necessariamente, a confirmação da candidatura de Lula à presidência em 2022.

“Nós não temos a definição de que o presidente Lula será candidato. Ele representa uma esperança, é claro, mas essa discussão [sobre qual será o candidato à presidência pelo partido] não foi feita com ele ou com o PT”, afirmou Hoffmann.

A deputada, porém, comemorou a decisão que confirma os direitos políticos do ex-presidente: “a decisão de hoje rompeu o pecado original, o vício original do processo, e isso agora abre as condições para que muitas coisas que estão fora do lugar sejam colocadas no lugar”, disse.

Questionada se este seria o momento de uma “mea culpa” por parte do partido ou do ex-presidente, Gleisi opinou que essa responsabilidade não cabe ao PT. “A justiça tem que investigar quem são os culpados, se houve culpados pelos crimes cometidos, processar e julgar. Ninguém quer esconder corrupção, o que não pode acontecer é uma pessoa inocente pagar por isso”, disse.

Ainda segundo ela, as condenações contra Lula foram injustas e causaram prejuízos ao Brasil. “A injustiça não foi causada só contra o presidente Lula, foi causada ao Brasil. Nos deixou o que há de pior: um presidente da República que não dá conta do recado, atenta contra a saúde e a vida das pessoas e não faz a gestão correta da pandemia”, criticou.

Decisão do STF 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou, nesta quinta-feira (15), a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com o entendimento do colegiado, que manteve a suspensão por 8 votos contra 3, a Justiça Federal do Paraná – responsável por julgamentos da operação Lava Jato – não teria competência para assumir os casos. A decisão, então, anula as condenações do ex-presidente e devolve a Lula os direitos políticos e a possibilidade de concorrer em eleições.

 

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