À CNN, Haddad fala em reindustrialização e defende gestão de Geraldo Alckmin

Candidato do PT ao Governo de SP disse que imagina segundo turno com Tarcísio, mas não descarta nenhum cenário

Da CNN Brasil, São Paulo
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O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, disse, em entrevista à CNN nesta terça-feira (20), que pretende reindustrializar São Paulo.

Haddad afirmou que a política fiscal atual fez com que empresas deixassem o estado em busca de menos impostos.

“Nós estamos exportando empregos para o país inteiro. Estamos perdendo a indústria calçadista, estamos perdendo a indústria automobilística, estamos perdendo a indústria têxtil. O estado mais importante do país está se reduzindo ao agronegócio, que é importante, mas não completa o ciclo produtivo que o estado precisa, sobretudo para remunerar bem o trabalhador", disse.

Para promover a reindustrialização, o candidato defendeu a criação de um sistema de inovação baseado em instituições de pesquisa, no poder público e no setor privado.

“Eu fui ministro da Educação, eu conheço os sistemas estaduais do mundo inteiro. Eu vou criar o sistema estadual de inovação com tripartite: as instituições de pesquisa, o poder público estadual e o setor privado. E nós vamos reindustrializar o estado, mapeando todas as oportunidades de negócio, no sucroalcooleiro, no setor automobilístico”.

Haddad ainda comparou os governos de Rodrigo Garcia (PSDB) e João Doria (PSDB) com as gestões de Geraldo Alckmin (PSB) à frente do estado de São Paulo. Ele defendeu ações do candidato à vice-Presidência e ex-tucano relacionadas ao setor calçadista do interior paulista.

Segundo o candidato do PT, Doria e Garcia adotaram medidas que Alckmin “nunca adotaria”. “Rodrigo Garcia aumentou o ICMS [do setor calçadista] para 18%. Nós que produziamos 40% dos calçados do Brasil, agora produzimos menos de 8%. O que o Geraldo Alckmin fez na época, quando as empresas começaram a deixar o estado? Baixou de 12% para 7%”, disse.

Questionado sobre um eventual segundo turno, o ex-ministro disse que não tem uma preferência por adversário, mas que imagina enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto que o candidato deve “atrair votos do bolsonarismo”. Ele, contudo, não descarta “nenhum outro cenário”.

“Eu estou preparado para enfrentar qualquer um dos dois [Garcia ou Tarcísio]. Eu acho que temos o melhor programa de governo. Isso vai ficar mais claro no segundo turno, porque aí é tempo [de TV] igual para todo mundo", completou

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.

Fotos: candidatos ao governo de São Paulo