À CNN, Humberto Costa diz que dono da Precisa tenta evitar depor na CPI

Senador do PT falou sobre Francisco Maximiano e explicou como será o retorno dos trabalhos da comissão a partir desta terça-feira (3)

Produzido por Elis Franco, da CNN em São Paulo

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O senador Humberto Costa (PT-PE), titular da CPI da Pandemia, afirmou à CNN nesta segunda-feira (2) que Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, está tentando evitar depor na comissão. O empresário é investigado pela CPI por intermediar a compra da vacina indiana Covaxin junto ao Ministério da Saúde.

“Está claro que o senhor Maximiano está procurando evitar seu depoimento junto à CPI. Neste momento, a situação é mais grave porque ele está na Índia, e há poucos dias a Bharat Biotech, que durante muito tempo admitiu que a Precisa era sua representante, passou a questionar esse caráter de representação, denunciando, inclusive, que a Precisa teria utilizado documentos falsos para se credenciar junto ao Ministério da Saúde para ser essa intermediadora”, disse Costa.

“Como esse assunto também está repercutindo na Índia, eu acredito que a decisão da Bharat Biotech se deve às pressões que está sofrendo naquele país, e eu temo que a ida de Maximiano para a Índia seja exatamente a tentativa de combinar um posicionamento comum com a Bharat e ao mesmo tempo fugir da CPI”, completou o senador.

A defesa de Francisco Maximiano apresentou na semana passada um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a ministra Rosa Weber reconsidere a decisão que tornou obrigatório o comparecimento de Maximiano à CPI da Pandemia. Este é o segundo recurso que Maximiano apresenta ao STF.

Os trabalhos da comissão retornam nesta terça-feira (3) após duas semanas de recesso parlamentar.  

Nesta primeira semana, a comissão ouvirá três pessoas, que são apontadas como negociadoras de imunizantes com o governo federal sem autorização dos fabricantes.

O primeiro a falar aos senadores será o reverendo Amilton Gomes de Paula, fundador da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), considerado um intermediário informal da vacina indiana Covaxin com o Ministério da Saúde.

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