À CNN, Kassab nega saída do governo de SP e descarta concorrer em 2026

Presidente nacional do PSD e secretário estadual de Governo e Relações Institucionais também desejou "boa sorte" ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou pré-candidatura ao Palácio do Planalto

Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
Gilberto Kassab, presidente do PSD  • Esfera Brasil
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O presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático) e secretário estadual de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, negou nesta quinta-feira (11) que esteja deixando o governo de São Paulo para se dedicar a uma eventual candidatura em 2026.

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Kassab afirmou que permanece à frente da Secretaria de Governo e Relações Institucionais e que qualquer definição sobre sucessão no Executivo estadual será conduzida exclusivamente pelo governador Tarcísio de Freitas.

“Eu não vou deixar o cargo. O cargo pertence ao governador, disse Kassab após participar do evento “Todos Pela Educação”, em Brasília.

Segundo Kassab, a dúvida recorrente tem sido sobre eventual candidatura e prazos de desincompatibilização. “Eu não sou o candidato. Quem coordena o processo de sucessão é o governador Tarcísio.”

Kassab destacou que só deixaria o posto no governo paulista se Tarcísio considerasse seu nome adequado para a disputa.

“Se por acaso, em algum momento, ele entender que o meu nome é o adequado, aí sim eu deveria sair”, afirmou. Fora isso, Kassab descartou qualquer cronograma prévio. “Não existe nenhuma discussão de data. Não existe nenhuma discussão de candidatura.”

“Se eu for candidato, tem prazo. O prazo é março. Até março eu preciso sair. Então, eu não sou o candidato.”

Kassab completou dizendo que seu apoio seguirá a decisão do governador.

“O meu candidato é o candidato que o governador Tarcísio escolhe", finalizou.

À CNN Brasil, Kassab também desejou "boa sorte" ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou sua pré-candidatura ao Planalto, mas reiterou a estratégia já anunciada pelo PSD.

“O PSD tem uma posição muito clara: se o governador Tarcísio for candidato, o PSD irá apoiar o Tarcísio”, comentou. Caso o governador não dispute o Planalto, a legenda trabalhará com duas opções internas. “Nós temos dois pré-candidatos, dois excelentes governadores: o governador Ratinho e o governador Eduardo Leite.”

Kassab ressaltou que, independentemente dos cenários de primeiro turno, espera união entre centro e direita na etapa decisiva. “Eu defendo a união do centro com a direita. E se ele [Flávio Bolsonaro] for para o segundo turno, será ele.”

*Publicado por João Scavacin, da CNN; sob supervisão de Lucas Schroeder