À CNN, ministro diz não ver “novidade” em crítica de Petro contra exploração de petróleo

Recentemente, presidente da Colômbia já havia dado declaração semelhante durante reunião de líderes da América do Sul

Caio Junqueira, da CNN, Enviado a Belém (PA)
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O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, disse à CNN que o governo viu com naturalidade as declarações do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na abertura da Cúpula da Amazônia em Belém (PA).

“Ele falou exatamente a mesma coisa lá de Letícia [cidade colombiana na fronteira entre os dois países, que sediou reunião de presidentes da América do Sul]. Petro tem essa opinião. Não tem nenhuma novidade. Não havia expectativa de que ele falasse algo diferente do que disse há 15 dias”, disse à CNN.

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Petro havia criticado o fato de os países da Cúpula da Amazônia não incluírem na carta final do encontro um item sobre a redução da exploração de petróleo na região. O colombiano ainda defendeu que o assunto seja debatido mesmo que não esteja na carta final do encontro.

“Quem conhece as posições dele não se surpreende”, complementou Pimenta à CNN. O ministro avaliou ainda que não era a ocasião para abrir um debate sobre petróleo.

“Não se faz uma reunião de presidentes da República pautando abertamente temas que não estão amadurecidos. Os temas quando chegam a uma esfera desse nível já têm previamente uma construção”, disse à CNN.

Para Petro, a política não consegue “se destacar dos interesses econômicos que derivam do capital fóssil”.

“É muito difícil para os latino-americanos pensar, agora, que nós que vivemos do petróleo, do carvão, do gás, especialmente a Guiana, e agora, o planeta precisa deixar de usar o petróleo, o carvão e o gás”, disse o presidente da Colômbia.

Segundo Gustavo Petro, é mais fácil para os líderes de direita negar a necessidade sobre energias limpas, mas pontuou que lideranças progressistas deveriam estar sintonizadas ciência.