À CNN, ministro diz que afetados por tornado poderão fazer Enem em dezembro

Camilo Santana afirma que uma das opções é o período reservado para Belém, que teve exame adiado por conta da COP30

Pedro Moreira e Mateus Salomão, da CNN Brasil, em Brasília
Compartilhar matéria

O ministro Camilo Santana afirmou, neste sábado (8), que o Ministério da Educação (MEC) estuda data alternativa para a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) aos inscritos afetados pelo tornado que atingiu o Paraná.

À CNN Brasil, Camilo indicou que uma das opções é que a aplicação ocorra na mesma data em que três municípios do Pará farão as provas devido a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas).

Nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua e Marituba as provas serão aplicadas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, e não nas datas regulares de 9 e 16 de novembro.

“Nós vamos dar um prazo para que eles peçam, solicitem, e vamos agendar. Provavelmente, aproveitando a mesma data que vamos aplicar em Belém, por conta da COP, eles terão direito também, e vamos monitorar como vão ser os acontecimentos até o dia de amanhã”, disse o ministro à CNN.

Conforme informações repassadas pelo ministro, em Rio Bonito (PR), principal cidade atingida pelo tornado, não há aplicação de provas do Enem. Ainda assim, a cidade tem inscritos que podem enfrentar dificuldades para acessar os locais de aplicação do exame e que terão a reaplicação garantida.

Camilo afirmou que nenhum inscrito no Enem será prejudicado em razão do tornado. “Qualquer prejuízo que haja, que não é motivado pelo próprio participante, terá direito de fazer a reaplicação”, afirmou.

Neste sábado (8), o ministro Camilo Santana se reuniu no Ministério da Educação com o Inep para acertar o planejamento da aplicação do primeiro dia de provas do Enem neste domingo (8).

O tornado que atingiu o Paraná na sexta-feira (8) causou destruição na região central do estado, deixando pelo menos seis mortes e mais de 700 feridos. O maior dano ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, que teve 90% dos edifícios danificados pela forte ventania.