À CNN, Wajngarten diz que Eduardo ou Michelle devem substituir Bolsonaro
Sobre a relação com o ex-presidente, Fabio Wajngarten afirmou que continua "um fiel escudeiro da família"

O ex-advogado e ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, defendeu nesta quarta-feira (02), em entrevista à CNN, que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não dispute a eleição presidencial em 2026, por estar inelegível até 2030, Eduardo Bolsonaro ou Michelle Bolsonaro devem entrar na disputa.
"Vejo com muito bons olhos a candidatura de Eduardo Bolsonaro, quer seja na cabeça de chapa ou compondo chapa com algum outro nome. Entendo, de novo, que uma chapa da direita em não tendo o presidente Bolsonaro faz-se mandatório ter o sobrenome Bolsonaro na chapa", disse o ex-assessor de Jair Bolsonaro.
Questionado se até mesmo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deveria estar nessa chapa, Wajngartem respondeu:
"Até mesmo o da primeira dama, semanas ou dias antes eu já trabalhava quando vi a intensificação desse tema na imprensa, eu mesmo fui o primeiro a dizer sobre a possibilidade de ter uma chapa pura", afirmou.
Wajngarten disse ainda que continua "um entusiasta da candidatura, quer seja de Eduardo, quer seja de Flávio [filhos do ex-presidente], quer seja de quem o presidente determinar", mas ponderou que, para ele, "o candidato é Jair Bolsonaro, não há razões para que ele seja tirado do processo eleitoral em 26. Eleições sem Bolsonaro são eleições não democráticas".
Jair Bolsonaro está inelegível desde 2023, após decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores, em julho de 2022, além de atacar, sem provas, o sistema eleitoral.
Posteriormente, Bolsonaro foi novamente condenado à inelegibilidade pelo TSE. Desta vez, por abuso de poder político e econômico durante o feriado de 7 de setembro de 2022, em meio à campanha eleitoral.
Sobre a relação com Jair Bolsonaro, Wajngarten afirmou que continua "um fiel escudeiro da família", mesmo após a demissão da função de assessor do ex-presidente. A decisão foi do Partido Liberal e ocorreu após uma troca de mensagens entre ele e o tenente-coronel Mauro Cid serem reveladas pelo portal UOL.


