À CNN, Zema diz que decisões monocráticas do STF afrontam Congresso

Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato ao Planalto reivindica a tensão contra o STF como bandeira de campanha sob o mote “contra os intocáveis”

Leticia Martins, da CNN Brasil, Davi Alencar, da CNN Brasil*
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (20) que deseja acabar com decisões monocráticas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) caso seja eleito em outubro.

"Quero também acabar com as decisões monocráticas e isso hoje é um tapa na cara do Congresso. O Supremo precisa sim de mudanças”, disse Zema ao Bastidores CNN. O ex-governador também reforçou que sua pré-campanha se baseará no combate às ações vindas do Supremo, sob o mote de combater “os intocáveis”.

Em evento de lançamento de seu plano de governo, Zema declarou que sua primeira ação como presidente será reformular as regras para ingresso no Supremo, a mais alta Corte do país. Ele propõe que haja uma idade mínima de 60 anos para que ministros se tornem elegíveis ao cargo, além de um limite de 15 anos de mandato no tribunal.

 

 

Para consolidar as propostas de conter ações do Supremo, seria necessário um aval do Congresso por meio de PECs (Propostas de Emenda à Constituição). Ao mencionar a viabilidade das propostas, Zema mencionou as alianças que o partido Novo e aliados da oposição estão orquestrando em estados mirando as eleições de outubro.

“Parece que o presidente vai colocando a companheirada e não colocando gente para fazer o Brasil melhor”, afirmou Zema em referência às indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor a corte.

O pré-candidato cita indiretamente os ministros Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula; Flávio Dino, ex-ministro da Justiça na administração petista; e Jorge Messias, advogado-geral da União indicado por Lula para substituir Luís Roberto Barroso.

Zema X Gilmar

O ex-governador afirmou que recebeu com "surpresa e decepção" a notícia de que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu sua inclusão no inquérito das Fake News.

A iniciativa foi motivada após um vídeo compartilhado pelo ex-governador mostrar dois fantoches representando os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo sobre o escândalo do Banco Master.

"Eu vejo com uma certa surpresa e também com decepção, mas confirma essa crença minha que nós temos hoje ministros que querem calar qualquer um que discordem dos mesmos. O que eu fiz foi usar uma alegoria, fantoche, caricatura, para mostrar tudo de podre que está acontecendo lá, que eles estão mantendo todo esforço para manter sob sigilo. Se eles estão fazendo isso comigo,a cho que vão precisar fazer isso com milhões de brasileiros que estão tendo o mesmo gesto em relação a essa farra dos intocáveis", disse Zema.