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    À CPMI do 8/1, general afirma que estratégia para desmobilizar acampamento no DF foi “adequada”

    Segundo o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, o acampamento bolsonarista em frente ao quartel-general do Exército em Brasília já se encontrava esvaziado no dia 6 de janeiro

    General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP), prestou depoimento à CPMI do 8 de janeiro
    General Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP), prestou depoimento à CPMI do 8 de janeiro Rinaldo Morelli/CLDF

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    Na sessão desta quinta-feira (14) da CPMI do 8 de janeiro, o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-comandante do Comando Militar do Planalto (CMP), afirmou que a estratégia utilizada pelo Exército para desmobilizar o acampamento em frente ao quartel-general de Brasília foi “adequada” e que o local já se encontrava esvaziado no dia 6 de janeiro.

    “Minha decisão para solucionar essa questão contemplou a estratégia indireta para a desmobilização do acampamento, o que implicou a prevalência das ações que evitavam qualquer enfrentamento direto com os manifestantes”, disse Dutra. “Essa estratégia se mostrou adequada, na medida em que, por meio de análise de imagens relativas aos acampamentos em três períodos distintos, é possível constatar um decréscimo dos manifestantes presentes”.

    O general mostrou fotos do local e ressaltou: “No dia 6 de janeiro, o acampamento contava com aproximadamente 200 pessoas que em quase sua totalidade era composta por indivíduos vulneráveis, que não possuíam condições financeiras para retornar aos seus estados de origem e/ou não tinham para onde ir.”

    Segundo ele, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que invadiram e atacaram os prédios dos Três Poderes no dia 8 de janeiro chegaram a Brasília no dia anterior.

    “No dia 7, houve um fluxo muito grande de ônibus para Brasília, e essas pessoas chegaram no dia 7. As pessoas que estavam no dia 7 não eram as pessoas que estavam durante novembro e dezembro no acampamento”, falou Dutra.

    O general Dutra afirmou à CPMI que não era atribuição de seu comando tomar a decisão de desmontar o acampamento, pois a instalação não atrapalhava o dia a dia do quartel.

    Ele disse que o Exército não recebeu ordem judicial para desmontar o local antes do ataque aos Tês Poderes, e que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a desocupação total do acampamento em 24 horas foi emitida apenas no dia 9 de janeiro.

    “A ordem judicial foi integralmente cumprida no prazo de 24 horas estabelecido pelo STF”, falou Dutra.

    O general é investigado pelo Ministério Público Militar (MPM), que apura se houve falha de planejamento, negligência ou omissão nos durante o episódio do começo do ano.

    Veja também: STF condena segundo réu do 8 de janeiro a 14 anos de prisão