“A pandemia foi superdimensionada”, diz Bolsonaro

"Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio, pô. Tem que deixar de ser um país de maricas, pô", disse o presidente a apoiadores

Da CNN, em Brasília

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Em discurso feito de improviso na tarde desta terça-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a pandemia causada pelo novo coronavírus foi superestimada. “Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas, pô.”

Até o momento, o Brasil tem 5,6 milhões de casos confirmados de Covid-19 e mais de 162 mil mortes causadas pela doença, segundo dados do Ministério da Saúde.

“A pandemia foi superdimensionada. A manchete amanhã. ‘Não tem carinho, não tem sentimento’. Tenho sentimento com todos que morreram. Mas foi superdimensionado. Tudo o que eu falei sobre o vírus lá atrás, e eu apanhava como um cão sarnento em porta de igreja, se comprova que é verdade agora. Até a isenção de impostos para vitamina D. Isolamento vertical, que não podia ser daquela forma. ‘Fique em casa, economia a gente vê depois’ –afundaram vocês. A política fácil, demagógica, vendo prefeito mandar soldar porta de lojas de ferro em São Paulo, algemar mulher na praia de biquíni. Só se vê isso em ditadura.”

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Desde o início da pandemia, em março, o presidente defende medidas de isolamento vertical e a manutenção das atividades econômicas.

Na fala a apoiadores, Bolsonaro disse ainda que não tem “paz” para atividades rotineiras. 

“Não tenho paz para absolutamente nada, não posso mais tomar um caldo-de-cana na rua e comer pastel, assim quando eu saio vem essa imprensa perturbar. Pegar uma piada que eu faço com o Guaraná Jesus para tentar me esculhambar”, disse.

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