À PF, Bolsonaro relata bom sono, rotina de leitura e conversa com agentes 

Laudo médico divulgado nesta sexta-feira (6) indicou que o ex-presidente tem tido tratamento adequado na Papudinha

Emilly Behnke e Gabriela Boechat, da CNN Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  • 14/09/2025 - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Compartilhar matéria

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relatou à PF (Polícia Federal) rotina com “bom sono”, hábito de leitura e conversas com agentes da corporação. Os detalhes constam no laudo médico divulgado nesta sexta-feira (6).

O documento constatou que o ex-chefe do Executivo tem recebido tratamento médico adequado na Papudinha, onde cumpre pena desde 15 de janeiro.

“No período da tarde, assiste a programas esportivos na televisão e conversa com o policial de plantão responsável pela guarda externa de seu alojamento. Referiu que, ao final da tarde, costuma realizar caminhada de aproximadamente 1,0 km, sob escolta”, afirma o documento.

O resultado diminui as chances de Bolsonaro ser transferido no curto prazo para uma prisão domiciliar, como tem solicitado a sua defesa nas últimas semanas.

Sobre o sono, que antes era uma “queixa prévia”, o ex-presidente relatou “melhora significativa” após o início do uso de CPAP (aparelho para tratar apneia do sono) há cerca de 10 dias. Ele indicou “boa adaptação ao dispositivo e melhora aproximada de ‘80% na qualidade do sono”.

Em relação ao hábito de leitura, Bolsonaro relatou que “busca dedicar-se à leitura diária de livros”, mas medicamentos para o tratamento de soluços diminuem sua disposição. Em janeiro, o ex-presidente foi autorizado a participar do programa de remição de pena pela leitura.

A perícia médica e o laudo foram realizados após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para avaliar o pedido de prisão domiciliar humanitária ou a necessidade de uma internação em hospital penitenciário.

Antes da transferência para a Papudinha, Bolsonaro cumpria pena na sede da Superintendência da PF, em Brasília. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses em regime inicial fechado.