“A única coisa que une o Brasil é a separação dos poderes”, diz Eduardo Gomes

O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, afirmou à CNN, neste domingo, que "muita gente está trabalhando pelo diálogo e pela harmonia" entre os poderes

O parlamentar afirma que aposta na melhora do ambiente de diálogo, diante da avaliação que ele considera um consenso de que há exageros de todos os lados.
O parlamentar afirma que aposta na melhora do ambiente de diálogo, diante da avaliação que ele considera um consenso de que há exageros de todos os lados. Foto: Reprodução / CNN

Basília Rodriguesda CNN

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 O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, afirmou à CNN, neste domingo, que “muita gente está trabalhando pelo diálogo e pela harmonia” entre os poderes. “A única coisa que une o Brasil é a separação dos poderes com exercício harmônico de suas funções”, disse. O parlamentar afirma que aposta na melhora do ambiente de diálogo, diante da avaliação que ele considera um consenso de que há exageros de todos os lados.

A declaração deste fim de semana de Bolsonaro, em suas redes sociais, de que irá levar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um pedido para processar os ministros Alexandre de Moraes e Roberto Barroso foi acompanhado pelo silêncio dos próprios ministros, de Pacheco e também outras autoridades importantes como os presidentes da Câmara, Arthur Lira e o do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. As únicas repercussões vieram de deputados do campo bolsonarista e senadores da CPI, críticos ao presidente da República.

Um interlocutor de Pacheco afirmou à CNN que ele não fará o papel de comentador-geral da República por compreender que o impeachment de um ministro do STF não é pauta que interesse ao Senado. A pessoas próximas, Barroso e Moraes manifestaram também não acreditar que o Senado embarque na intenção de Bolsonaro. 

No governo mesmo, até os ministros de Bolsonaro foram comedidos. O de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, publicou mensagem em que defende a separação e equilíbrio entre os poderes. Ao mesmo tempo, critica o inquérito aberto pelo STF que prendeu Roberto Jeferrson.

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