Acusados de entregar celulares para Daniel Silveira na prisão são ouvidos nesta terça-feira

Em abril, o Ministério Público Federal denunciou três assessores do deputado federal e propôs o pagamento de multa de R$ 10 mil

Cleber Rodrigues e Isabelle Resende, da CNN, No Rio de Janeiro
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Três assessores do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) serão ouvidos nesta terça-feira (14), pela Justiça Federal, no Rio de Janeiro, acusados de entregar dois celulares ao parlamentar enquanto ele estava sob custódia da PF.

Na audiência marcada para às 14 horas, na 1ª Vara Federal Criminal, os assessores de Silveira deverão se manifestar acerca da proposta do MPF/RJ para o pagamento de multa de R$ 10 mil, pelo suposto crime praticado.

Em abril deste ano, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra os três assessores do parlamentar e propôs a aplicação imediata da pena. Caso não acatem o acordo, a pena prevista para o crime cometido é de detenção, de três meses a um ano.

Além da denúncia, o MPF também encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) notícia de suposta infração disciplinar em face do deputado que, no entendimento da investigação, teria cometido uma falta disciplinar grave, enquanto réu na ação penal de competência do ministro Alexandre de Moraes.

“O Ministério Público Federal está convencido de que existem provas suficientes para condenação. Mas, como determina a lei, fizemos a proposta de transação penal. Com a audiência designada pelo excelentíssimo juiz Federal, nos cabe esperar o posicionamento dos réus para continuar ou não a persecução criminal”, pontua o procurador da República Eduardo Benones, coordenador do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial, responsável pela denúncia.

Durante a prisão do deputado Daniel Silveira, em fevereiro de 2021, um de seus assessores teria promovido a entrega de um aparelho celular ao parlamentar, sendo auxiliado por outro assessor. Segundo a denúncia, um terceiro assessor promoveu a entrega de mais um aparelho ao custodiado.

A descoberta dos celulares ocorreu após a realização de uma revista no alojamento do deputado, na Superintendência da Polícia Federal, no Rio, quando policiais localizaram os dois aparelhos escondidos no interior de uma mala com roupas do parlamentar. Os equipamentos estavam bloqueados e foram colocados no modo avião, sendo, posteriormente, entregues para o delegado de plantão.