Advogados depõem na próxima terça sobre mensagens com Cid
Eduardo Kuntz, Fabio Wajngarten e Paulo Cunha Bueno serão ouvidos de forma simultânea; Investigação também vai ouvir Marcelo Câmara
A PF (Polícia Federal) marcou para a próxima terça-feira (1º) quatro depoimentos simultâneos para apurar a suspeita de obstrução de justiça no julgamento sobre o plano de golpe.
São eles: Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro; Eduardo Kuntz, advogado de Câmara; Fábio Wajngarten, ex-advogado de Bolsonaro; e Paulo Cunha, ex-advogado de Bolsonaro. Os três últimos serão ouvidos em São Paulo (SP). Câmara, em Brasília.
O coronel e ex-assessor de Bolsonaro cumpre prisão preventiva desde 18 de junho por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
Réu na ação penal da trama golpista, Câmara teria descumprido medidas cautelares, de acordo com o Ministro Alexandre de Moraes. O coronel estava proibido de usar as redes sociais e de ter contato com outros investigados.
Wajngarten e Bueno foram chamado a depor com após a revista Veja publicar que o ex-ajudante de ordens e delator, tenente-coronel Mauro Cid, se comunicou por meio de redes sociais sobre a delação. O militar negar as mensagens.
O advogado Eduardo Kuntz afirma ser interlocutor das mensagens publicadas pela revista. As cópias do diálogo levaram Moraes a determinar novos depoimentos, além de recolher equipamentos eletrônicos.
Cid entregou o celular da filha, adolescente, em que constam mensagens dos advogados. Para o STF, há indícios de que as defesas tentaram ter acesso a informações da colaboração, além de pressionar pela troca da defesa.
A mãe e a esposa de Cid também teriam sido procuradas pelos advogados. O delator, além de familiares, também já prestaram depoimentos à PF.


