AGU aciona PF por fake news sobre Banco do Brasil e Lei Magnitsky

Pedido de apuração ocorre após BB solicitar ação da AGU por temer "corrida bancária" para retirada de dinheiro

Davi Vittorazzi, da CNN, Brasília
Agência do Banco do Brasil
Agência do Banco do Brasil  • REUTERS
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A AGU (Advocacia-Geral da União) encaminhou nesta segunda-feira (24) um pedido para a PF (Polícia Federal) investigar a difusão de informações falsas envolvendo o Banco do Brasil e o cumprimento da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.

A informação foi adiantada pela analista de política da CNN Luísa Martins.

Na notícia-crime apresentada pela AGU à PF o órgão cita um conjunto de publicações em redes sociais com “potencial de fomentar uma verdadeira corrida bancária para retirada de valores dos bancos” e causar prejuízo à economia do país.

As informações foram enviadas para a AGU pela Procuradoria do Banco Central e pelo Banco do Brasil na última sexta-feira (22).

"Desde 19 de agosto de 2025, diversos perfis em redes sociais passaram a veicular notícias falsas envolvendo agentes do sistema financeiro nacional, em especial o Banco do Brasil, em reação ao posicionamento institucional sobre as sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América, por meio da OFAC (Office of Foreign AssetsControl, Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), com base na chamada Lei Magnitsky", diz a AGU no pedido.

A Advocacia ainda argumenta que a propagação de mensagens sugerindo a retirada de dinheiro dos correntistas dos bancos tem o interesse de pressionar agentes financeiros e gerar caos no Sistema Financeiro Nacional.

“Observa-se uma ação articulada de disparo massivo de publicações que buscam aterrorizar a sociedade com a perspectiva iminente de um colapso no sistema”, complementa.

No ofício, o BB apontou os perfis dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como responsáveis por “propagar a desordem financeira no País”.