Ala política do governo pretende polarizar com o PT na economia

Equipe ligada ao presidente Jair Bolsonaro (PL) quer reforçar desconfiança do mercado financeiro em relação ao governo de Lula (PT)

Isabela Filardida CNN

Em São Paulo

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A ala política do governo de Jair Bolsonaro (PL) já decidiu que o principal setor para polarizar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano é a economia. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Apesar do preço da gasolina, da inflação e do desemprego elevados, a equipe de Bolsonaro vai utilizar declarações de integrantes do PT para afirmar que os principais pilares da economia do Brasil estarão sob ataque pelo presidente Lula, caso ele seja eleito.

A expectativa dos ministros de Jair Bolsonaro é de que a inflação tenha uma retração em 2022, e que isso possa ser sentido pela população, favorecendo sua reeleição.

A equipe política do governo também espera que um programa de micro-crédito seja lançado até abril, por meio dos bancos públicos, inclusive os regionais, para dar auxílio à população.

Desconfiança

Nos próximos dias, o principal debate que será levado a público por figuras do governo é a desconfiança que o mercado financeiro tem de Lula, principalmente por causa de suas declarações sobre a revogação da reforma trabalhista e sobre a revisão do teto de gastos.

A equipe de Bolsonaro também vai afirmar que o cenário de hoje está muito afetado pela pandemia, e que não dá para fazer uma análise baseada na situação atual.

Relação do PT com a economia

Aliados bem próximos do ex-presidente Lula afirmam que esse discurso baseado na economia está esgotado. Segundo eles, as pessoas sentiram a pobreza e a desigualdade social bem expressivamente na pandemia, e há uma grande parcela da sociedade que acredita ser necessário rever os padrões atuais.

Em relação à reforma trabalhista, o PT afirmou que a ideia não é simplesmente revogá-la, mas dialogar; chamar os sindicatos, os empresários e o governo para debater.

Sobre a economia, os petistas afirmam que vão dialogar com o mercado, mas sem submissão, sem recuar. De acordo com eles, o mercado reclamou, mas o povo apoia a discussão que estão fazendo.

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