Alckmin cita ansiedade e evita falar em data para reunião de Lula com Trump

Vice-presidente disse que tem conversado com integrantes do governo norte-americano e que as “coisas estão caminhando”

Emilly Behnke, da CNN Brasil, Brasília
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (4) que "as coisas estão caminhando" ao mencionar as negociações sobre o tarifaço norte-americano. Ele defendeu "aguardar" os próximos passos para um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Alckmin evitou falar em possíveis datas para uma conversa, mas avaliou como "importante" a interação entre os dois mandatários durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

"Tivemos alguns avanços. Eu acho que o encontro do presidente Lula com o presidente Trump em Nova York foi importante, foi um primeiro passo importante e nós temos muita convicção que teremos novos passos por aí", afirmou em entrevista a jornalistas.

O vice-presidente fez uma referência à fala de Trump na ONU e declarou que a "química" é uma boa solução. Ele também reafirmou que a taxação americana não se justifica porque os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil.

"Vamos aguardar [o encontro]. Tem dois ansiosos na vida, os políticos e as jornalistas [...] Vamos aguardar que as coisas estão caminhando. Eu fui professor do cursinho de química. A química é uma ótima solução", disse.

Alckmin visitou nesta manhã uma concessionária, em Brasília, para acompanhar resultados do programa Carro Sustentável. O ministro dos Transportes, Renan Filho, também participou. Lançado em julho, o programa do governo reduz alíquotas para a aquisição de carros menos poluentes.

Em relação ao tarifaço, Renan Filho avaliou que a conversa de Lula e Trump na ONU "distensionou" as relações entre os dois países. Ele destacou que desde o anúncio da sobretaxação não houve nenhum "retrocesso", com novos aumentos das tarifas, e defendeu o diálogo por meio da diplomacia.

"O presidente [Lula] terá uma agenda internacional agora e pode inclusive haver uma convergência da agenda internacional do presidente Trump. Isso pode acontecer fora, pode acontecer lá nos Estados Unidos, mas está sendo costurado. O fato é que o encontro que houve melhorou muito, distensionou. O presidente Alckmin já citou novos avanços. O fato é que do tarifaço para cá, em nenhum momento houve retrocesso", disse o ministro.