Alckmin defende "taxa das blusinhas" em meio a divisão no governo

Pela manhã, novo ministro da articulação política defendeu que o imposto seja revogado e disse que medida gerou "desgaste" para Lula

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a chamada "taxa das blusinhas" em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (16). Parte do governo federal defende a revogação do imposto sobre as compras internacionais de até US$ 50, graças à impopularidade do tributo.

"Eu continuo entendendo que ela é necessária, porque, mesmo com a taxa, a tarifa é menor do que a produção nacional. Se você somar os 20% do imposto de importação e o ICMS dos estados, vai dar menos de 40%. O produtor nacional paga quase 50%", disse.

O argumento principal é de que o imposto equilibra a competição entre as indústrias brasileiras e as empresas internacionais. Assim, as companhias nacionais teriam maior capacidade para produzir e gerar empregos.

No governo federal, entretanto, há uma ala que pede a revogação da medida, considerada "impopular" desde o início. O novo ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a tese ainda nesta manhã, durante café com jornalistas no Planalto.

"Quando essa matéria foi votada eu achava que ela não deveria ser aprovada. Foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, eu acho uma boa. Essa é minha opinião quando eu for consultado", afirmou.