Alcolumbre sobre Margem Equatorial: "Passo histórico para desenvolvimento"
Presidente do Senado defendeu exploração de riquezas naturais de "forma responsável"; Petrobras obteve autorização para pesquisas
O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta segunda-feira (20) que a autorização do Ibama para pesquisas na Margem Equatorial "marca um passo histórico" para o desenvolvimento do Brasil.
"O Brasil tem condições de explorar suas riquezas naturais de forma responsável, com segurança e transparência. A autorização do Ibama reafirma que é possível conciliar crescimento econômico e preservação ambiental, garantindo que os benefícios dessa atividade cheguem às populações locais e fortaleçam a soberania energética nacional", disse em nota.
A Petrobras anunciou nesta segunda ter recebido licença de operação do Ibama para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, na Margem Equatorial. A intenção da petroleira é buscar informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica.
Defensor da exploração da costa amapaense e da Foz do Amazonas, Alcolumbre também fez agradecimentos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à Petrobras, ao Ibama, às lideranças políticas do Amapá, entre elas o governador Clécio Luis.
No Executivo, a exploração na região também é defendida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mas já enfrentou resistência do Ministério do Meio Ambiente.
"Recebo com grande entusiasmo a autorização do Ibama para a pesquisa exploratória Margem Equatorial. Essa decisão marca um passo histórico para o desenvolvimento do Brasil, em especial para o meu estado, o Amapá, e para toda a região Norte", disse Alcolumbre.
Para as pesquisas, a Petrobras deve realizar a perfuração por sonda em águas profundas, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa. A fase de pesquisa exploratória, segundo a estatal, deve durar cerca de cinco meses.
A exploração na área é alvo de críticas de organizações ambientais, que também avaliam uma "timing" ruim do anúncio. O aval do Ibama foi concedido a menos de um mês do início da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém (PA), a partir de 10 de novembro.


