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    Além de Cristina Kirchner, relembre outros atentados contra políticos

    Shinzo Abe, John Kennedy, Marielle Franco e Jair Bolsonaro também já foram alvos de ataques

    Ingrid Oliveirada CNN

    em São Paulo

    Na noite de quinta-feira (1º), a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, sofreu um atentado na porta de sua casa em Buenos Aires, por volta das 21h. Segundo a polícia, um homem brasileiro, identificado como Fernando André Sabag Montiel, de 35 anos, foi detido.

    As imagens mostram o momento em que um homem aponta a arma para a cabeça de Cristina e atira. Ela chega a levar as mãos para a cabeça, mas a arma falha.

    O ataque à vice-presidente argentina não é o único na história. Outras autoridades em diferentes partes do mundo já sofreram tentativas de homicídio ou foram, de fato, assassinadas enquanto assumiam um papel importante na política de seus países.

    Relembre outros casos:

    Assassinato de Shinzo Abe

    No dia 8 de julho de 2022, o ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe morreu aos 67 anos após ser baleado durante um discurso na cidade de Nara, no oeste do país.

    A bala que atingiu Abe foi profunda o suficiente para atingir seu coração e ele chegou ao centro médico sem sinais vitais, afirmou um funcionário do hospital.

    O suspeito do ataque, um homem de 40 anos, foi preso no local, segundo a rádio NHK. Um repórter da emissora no local disse que eles ouviram dois estrondos seguidos durante o discurso de Abe.

    Shinzo Abe foi o primeiro-ministro que mais tempo ocupou o cargo no Japão. O membro do Partido Liberal Democrático (LDP) teve dois governos: entre 2006 e 2007 e 2012 e 2020. Conservador, ele deixou o cargo em agosto daquele ano por motivos de saúde.

    Atentado contra Nicolás Maduro

    Em agosto de 2018, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sofreu uma tentativa de assassinato ao ser atacado com drones. Enquanto Maduro discursava em um desfile militar na Avenida Bolívar, uma das principais vias da capital Caracas, o som de uma explosão dispersou civis e soldados.

    Câmeras capturaram imagens fragmentadas da confusão generalizada –fumaça subindo acima da cidade, uma formação de soldados se espalhando e guarda-costas saltando para proteger o presidente.

    Apenas mais tarde a investigação revelou que dois pequenos drones voando sobre o evento explodiram. Nenhum deles estava perto o suficiente para causar danos letais, embora sete membros da Guarda Nacional venezuelana tenham ficado feridos.

    Maduro, que ficou ileso, disse que achava que as explosões eram fogos de artifício.

    Um homem se apresentou como organizador do ataque, dizendo que foi perpetrado por um grupo de desertores do Exército venezuelano e outras pessoas. Em entrevista exclusiva à CNN, ele contou como eles se prepararam para o ataque e forneceu vídeos de celular de seus drones, explosivos e voos de treino nas fazendas rurais da Colômbia.

    Tiro na cabeça de John Kennedy

    Em 22 de novembro de 1963, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, foi assassinado em Dallas, no Texas, após ser baleado na cabeça enquanto circulava no automóvel presidencial na Praça Dealey.

    Três investigações oficiais da polícia norte-americana apontaram que Lee Harvey Oswald, um empregado do armazém Texas School Book Depository, na Praça Dealey, foi o assassino

    Duas análises concluíram que Oswald atuou sozinho, já a terceira sugeriu que agiu com pelo menos um cúmplice.

    O Governador do Texas na época, John Bowden Connally também ficou ferido, mas sobreviveu.

    Foi o quarto presidente dos Estados Unidos a ser assassinado, e o oitavo que morreu no exercício do cargo.

    Disparos contra Ronald Reagan

    Pouco mais de dois meses após ter assumido a presidência dos Estados Unidos, em 30 de março de 1981, o ex-presidente Ronald Reagan sofreu uma tentativa de assassinato enquanto deixava um compromisso público no Washington Hilton Hotel.

    Reagan e outras três pessoas foram baleadas e feridas por John Hinckley Jr. O então presidente sofreu uma perfuração no pulmão, mas recebeu atendimento médico rápido, o que permitiu que ele se recuperasse. Na época, Reagan tinha 70 anos.

    O autor dos disparos tinha o objetivo de impressionar a atriz Jodie Foster, pela qual tinha grande obsessão.

    Hinckley teve alta de um hospital psiquiátrico em 2016 e vive em Williamsburg, na Virgínia, com sua mãe. Em 2021, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos chegou a um acordo para libertá-lo.

    O acordo garantiria a ele “liberdade incondicional”, sem restrições a seus movimentos ou atividades na Internet. A tentativa de assassinato de Ronald Reagan foi retratada no filme “The Day Reagan Was Shot”, produção de 2001.

    Atentados no Brasil

    Assassinato da vereadora Marielle Franco

    Em março de 2018, Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, foi executada no Estácio, região central da cidade.

    Os criminosos estavam em um carro que emparelhou com o da vereadora e efetuaram vários disparos, que também mataram o motorista Anderson Gomes.

    A investigação, que está em fase final, aponta que o crime ocorreu por motivações políticas.

    Em março de 2019, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz foram presos, suspeitos de terem executado a vereadora.

    Segundo o inquérito policial, Lessa fez os disparos e Queiroz conduzia o carro onde estavam os assassinos.

    No dia das prisões, a polícia encontrou 117 fuzis que Lessa escondia na casa de um amigo. Além do armamento, mais 500 munições, três silenciadores e R$ 112 mil em dinheiro foram apreendidos.

    O outro suspeito, Élcio Queiroz, foi expulso da corporação em 2016, acusado de trabalhar ilegalmente como segurança de casas de jogos de azar, em paralelo à atuação como policial.

    Ambos negam participação no crime e seguem presos em Mossoró (RN), onde aguardam julgamento.

    Ainda não foi esclarecida a motivação do ataque.

    Facada em Jair Bolsonaro

    Durante a campanha presidencial em 2018, o então deputado federal e candidato à Presidência Jair Bolsonaro, que à época estava no PSL, sofreu um atentado durante um comício que promovia sua campanha eleitoral Juiz de Fora (MG).

    Bolsonaro levou uma facada na região do abdômen e passou por várias cirurgias desde então.

    O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante e transferido para um presídio em Campo Grande (MS) dois dias após o ato.

    Em junho de 2019, recebeu sua sentença, a absolvição imprópria –foi considerado culpado, mas impossibilitado de ser punido por conta de sua doença mental. Ele foi diagnosticado com transtorno delirante persistente.

    A Justiça autorizou a transferência de Adélio para uma instalação adequada para seu tratamento em março deste ano, após 18 meses de prisão.