Alexandre de Moraes prorroga inquérito sobre milícias digitais

Essa é a segunda vez que a investigação é estendida; grupos são suspeitos de atentar contra o Estado democrático de direito no Brasil

O ministro do STF Alexandre de Moraes
O ministro do STF Alexandre de Moraes Reuters

Gabriel Hirabahasida CNN

Brasília

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o inquérito que apura a existência de milícias digitais que disseminam informações falsas.

Inicialmente, o inquérito estava previsto para ser encerrado na última quinta-feira (6). Em seu despacho, Moraes afirmou que a decisão foi motivada “considerando a necessidade de prosseguimento das investigações e a existência de diligências em andamento”.

Esta é a segunda vez que o inquérito foi prorrogado –a primeira foi em outubro. A investigação foi aberta em julho do ano passado, a partir do antigo inquérito dos atos antidemocráticos, que foi arquivado no STF.

Quando autorizou a abertura do inquérito, Moraes afirmou que “a análise dos fortes indícios e significativas provas apresentadas pela investigação realizada pela Polícia Federal aponta a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e político absolutamente semelhantes àqueles identificados no Inquérito 4781 [que apura ataques e ameaças a integrantes do STF]”.

A atuação da suposta milícia foi detectada pela Polícia Federal. Essa organização contaria com diversos núcleos, e teria atuado para controlar a Secretaria de Comunicação da Presidência. Nos autos, a Polícia Federal nomina membros que poderiam integrar o núcleo político desse grupo e cita dois filhos do presidente Jair Bolsonaro: o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.

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