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    Aliados de Lula contam votos e esperam mais anúncios de ministros para destravar PEC

    Arthur Lira afirmou a interlocutores que não há votos suficientes para aprovar texto até esta quarta (14)

    Luciana AmaralLarissa RodriguesCaroline Rositoda CNN

    em Brasília

    Aliados do presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contabilizam votos, nesta terça-feira (13), para avaliar se será possível aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estouro na Câmara dos Deputados nesta semana.

    Os próprios aliados do petista ainda não têm certeza se têm os 308 votos necessários para passar o texto no plenário da Casa, em dois turnos. Além da quantidade necessária de votos, é sempre preciso contar ainda com uma margem de segurança, avaliam os deputados federais.

    A interlocutores e a Lula, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que não há votos suficientes até o momento para aprovar a PEC nesta quarta (14). Dentro do PT, fala-se em “sinais dúbios” de Lira.

    Diante da situação, os líderes partidários que simpatizam com a PEC ficaram de fazer o balanço interno nas respectivas bancadas e, então, retornar aos coordenadores do PT com os números.

    Deputados ligados a Lula avaliam poder contar com o apoio da atual oposição e parte dos seguintes partidos: PP, PL, MDB, PSD, União Brasil, Cidadania, Pros e Avante.

    A reportagem apurou que Lira confirmou a deputados, em reunião, que o líder do União Brasil, Elmar Nascimento (BA), será o relator da PEC no plenário da Câmara.

    Além disso, há uma expectativa, inclusive no PT, de que Lula defina e anuncie mais nomes de futuros ministros para destravar a PEC em algumas bancadas, como PSD, MDB e União Brasil.

    Há quem acredite que esses partidos possam votar mais facilmente em prol da PEC se forem contemplados com o comando de pastas.

    Um deputado federal do PT, sob reserva, avaliou à reportagem ser possível que Lula faça os anúncios até o início da tarde desta quarta para “acalmar os ânimos”.

    Na atual base do presidente Jair Bolsonaro (PL), parte dos deputados ainda reclama de valores e prazo para o Auxílio Brasil turbinado, que deve voltar a se chamar Bolsa Família, previstos na PEC.

    O prazo de dois anos e os valores de, ao menos, R$ 168 bilhões a serem abertos no orçamento de 2023 são tidos como inegociáveis pelos aliados de Lula.

    No entanto, outros pontos podem ser negociados, afirmam, embora o ideal para eles é que o texto a ser aprovado na Câmara seja exatamente igual ao do Senado para que não tenha que voltar à análise dos senadores.

    De toda forma, já trabalham com a perspectiva de acabar as votações da PEC do Estouro e do orçamento de 2023, que depende da proposta, só na semana que vem.