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    Ao Conselho de Ética, Daniel Silveira nega ter gravado reunião privada do PSL

    Parlamentar é acusado de quebra de decoro por ter gravado e divulgado encontro confidencial do partido

    Foto de arquivo do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ)
    Foto de arquivo do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

    Anna Satie, da CNN, em São Paulo

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    O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) negou nesta terça-feira (25) ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados ter gravado e divulgado clandestinamente uma reunião interna do partido, o que motivou a abertura de uma representação por quebra de decoro.

    Essa representação não é a mesma que a da semana passada, que avalia se o parlamentar cometeu quebra de decoro ao publicar um vídeo com ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

    De acordo com o depoimento do parlamentar, quem fez a gravação foi uma assesora do partido, que apenas repassou o material a ele por “saber da proximidade com o presidente Jair Bolsonaro”. Silveira deu o testemunho virtualmente, da casa dele, onde está em prisão domiciliar.

    Em outubro de 2019, Silveira admitiu ao jornal “O Estado de S. Paulo” ter gravado uma reunião em que o então líder do partido, deputado Delegado Waldir (GO), xinga e diz que vai “implodir o presidente”. 

    “Era uma estratégia pensada. Eu, Carlos Jordy (PSL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF). Todo o grupo do Jair para gente poder blindar o presidente”, disse Silveira ao jornal.

    Nesta terça, ele negou a autoria da gravação, que disse ter assumido para proteger “o elo mais fraco”. 

    O relator da representação, Alexandre Leite (DEM-SP), disse que a negativa entra em contradição com o que já foi dito no processo até o momento. “O problema é que o senhor não explica as inconsistências das suas alegações”, afirmou. “Tenho a versão que você fala, a que você dá entrevista, a que apresenta como defesa prévia e nenhuma bate”. 

    Na representação, o PSL diz que o objetivo da peça é “evitar que essa prática se torne comum entre os deputados”, o que criaria um “ambiente de permanente desconfiança e hostilidade”. 

    “O que ocorreu aqui, além de infringir o decoro e a ética desta Câmara de Deputados, é um ato criminoso, pois o representado gravou reunião política clandestinamente com fins de promoção pessoal, e não para sua defesa”, diz o texto.

    Na oitiva, Silveira negou a existência de crime, já que ele participava do evento. “Se eu estava participando, não existe crime. Se não existe crime, não existe quebra de decoro”, defendeu. 

    O relator terá até 10 dias para encaminhar um parecer para o Conselho de Ética.

    (*Com informações do Estadão Conteúdo)

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