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    Apagão e reajuste ampliam artilharia política contra ministro de Minas e Energia, dizem fontes

    Adversários aproveitaram a terça-feira do apagão, com noticiário negativo, para ampliar as críticas a Silveira

    Caio Junqueirada CNN

    São Paulo

    O apagão de energia no Brasil e o reajuste dos combustíveis anunciado na manhã de terça-feira (15) fizeram ampliar nos bastidores a artilharia contra o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

    O ministro já vinha sofrendo críticas de integrantes do PT e de parte do Centrão. Procurado pela CNN, ele não quis se manifestar.

    VÍDEO – Polícia Federal e Abin devem apurar causas do apagão, diz ministro

    Petistas estão incomodados pela relação que Silveira vem desenvolvendo com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, filiado ao PT e ligado ao movimento sindical petroleiro.

    Silveira não hesita em criticar alguns pontos da gestão da estatal e travou uma queda de braço com Prates na indicação de cargos estratégicos na empresa.

    Integrantes do Centrão, por sua vez, tem reclamado do que consideram um distanciamento de Silveira do Congresso Nacional, mesmo ele sendo egresso do Legislativo.

    Silveira chegou ao ministérios pelas mãos do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de quem era auxiliar. Silveira e Pacheco são do PSD de Minas Gerais.

    Seus adversários aproveitaram a terça-feira do apagão, com noticiário negativo, para ampliar as críticas a Silveira e tentar embalar o ministério dentro da reforma ministerial que vem sendo discutida no governo.

    No Palácio do Planalto, porém, a informação é que a pasta não está no alvo da reforma, ao menos por enquanto. O presidente Lula não pretende mexer nos ministérios do MDB e do PSD.

    No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na última sexta, por exemplo, Silveira discursou. Só tiveram essa possibilidade o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa.

    Silveira também viajou ontem com o presidente para a posse de Santiago Peña na Presidência do Paraguai. Foi de lá inclusive que gerenciou a crise. E retornou no meio da tarde com Lula no avião presidencial.