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    Apesar de Moraes ter desbloqueado R$ 1,1 mi de PL, Bolsonaro ainda não tem salário garantido

    Partido solicitou levantamento de suspensão de R$ 2 milhões, alegando precisar do montante para pagar salários de funcionários

    Gabriela Coelhoda CNN

    em Brasília

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos e deve ficar fora do Brasil pelo próximo mês. Enquanto faz turismo, ele ainda não tem a garantia de receber o salário prometido pelo Partido Liberal.

    Isso porque, apesar de o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ter desbloqueado as contas do PL, no valor de R$ 1,1 milhão, o ex-mandatário não tem salário garantido por parte do partido.

    A CNN apurou com interlocutores do PL que deve haver uma reunião entre esta e a próxima semana dos dirigentes da sigla para que seja abordado o tema.

    O desbloqueio autorizado por Moraes ocorreu após a legenda alegar que precisava pagar os salários de seus funcionários, relativos aos meses de dezembro de 2022, inclusive 13º salário, e janeiro de 2023.

    O PL pediu ao tribunal a liberação de R$ 2.071.267,57, mas, segundo o presidente do TSE, só comprovou dívida de R$ 1.155.673,44.

    Má-fé

    Em 15 de dezembro, o plenário do TSE negou recurso do partido contra a multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé imposta pelo presidente da Corte após a legenda questionar o resultado das urnas eletrônicas no segundo turno das eleições de 2022.

    O partido do ex-presidente apresentou um relatório apontando supostas inconsistências em seis modelos de urnas usados no pleito e defendeu que parte dos votos fosse anulada.

    Horas depois, Moraes pediu então que o partido incluísse no relatório dados sobre o primeiro turno das eleições, já que as urnas usadas nas duas etapas do pleito foram as mesmas. O PL não apresentou os dados.