Apesar de sigilo, agenda do presidente ainda registra encontros com pastores

Portal da Presidência da República mostra audiências de pastores investigados com o presidente em 2019 e em 2020

Presidente Jair Bolsonaro, em 24 de abril de 2019, durante encontro com Pastor Gilmar dos Santos, Presidente da Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos; Pastor Airton Moura Correia, Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos e Pastor José do Nascimento Pires Sampaio Junior, Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos
Presidente Jair Bolsonaro, em 24 de abril de 2019, durante encontro com Pastor Gilmar dos Santos, Presidente da Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos; Pastor Airton Moura Correia, Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos e Pastor José do Nascimento Pires Sampaio Junior, Igreja Assembleia de Deus de Missão de Todos os Santos Marcos Corrêa/PR (25.abr.2019)

Gustavo Uribeda CNN

Brasília

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Apesar de o Palácio do Planalto ter decretado sigilo, a agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro ainda registra encontros com os pastores Airton Moura e Gilmar Santos, investigados por suspeitas irregularidades no Ministério da Educação.

A CNN identificou o registro dos nomes dos pastores evangélicos em três ocasiões na agenda oficial do presidente: dois em 2019 e um em 2020. O registro fotográfico de uma das reuniões ainda permanece na plataforma de imagens do Palácio do Planalto.

As reuniões foram promovidas nos dias 25 de abril e 18 de outubro de 2019 e em 14 de outubro de 2020. Em todas elas, figura o nome de Gilmar Santos. O pastor evangélico Airton Moura aparece em apenas uma.

Na lista divulgada pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional), figuram dois dos três encontros. Na relação, é registrado que os destinos dos pastores no Palácio do Planalto foram os gabinetes da Secretaria de Governo e o de agenda da Presidência da República.

Na quinta-feira (14), o PDT apresentou uma representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) para que não seja mantido o sigilo pela Presidência da República dos encontros entre o presidente e os pastores evangélicos.

Na representação, o partido de oposição requer que a solicitação seja anexada ao inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga suspeitas de irregularidades no Ministério da Educação.

O GSI informou que os encontros do presidente com os pastores investigados não serão divulgados por uma questão de segurança. O período de sigilo sobre informações pessoais do mandatário do Palácio do Planalto é de cem anos.

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