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    Após áudio de Milton Ribeiro, oposição vai ao Supremo contra Bolsonaro

    Ex-ministro da Educação contou à filha que temia operação policial

    Douglas Portoda CNN* em São Paulo

    Após a divulgação do áudio de Milton Ribeiro relatando à filha que seria alvo de busca e apreensão, informação que o ex-ministro da Educação teria conseguido por meio de ligação recebida de Jair Bolsonaro (PL), a oposição irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República apontando, entre outros crimes, o de obstrução de Justiça.

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que “se não bastasse o balcão de negócios que se transformou o MEC, agora através de interceptação telefônica, descobrimos que o presidente avisou um procurado pela Justiça, o senhor Milton Ribeiro, de que ele seria objeto de uma ação de busca e apreensão por parte da Polícia Federal.”

    “O que Bolsonaro quer é esculhambar a Polícia Federal, a Justiça, e todas as instituições. Iremos ofertar denúncia contra o presidente da República no Supremo Tribunal Federal por obstrução à Justiça e por violação do sigilo profissional. Mais do que nunca, é necessária Comissão Parlamentar de Inquérito para dar à Polícia Federal e ao Ministério Público a tranquilidade necessária para conduzir esse inquérito”, finalizou.

    Na última quinta-feira (23), Randolfe afirmou que conseguiu reunir as 27 assinaturas mínimas suficientes para criar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação (MEC).

    Veja o conteúdo dos áudios:

    “A única coisa meio…o presidente da República me ligou… ele está com um pressentimento novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos para ele, né?”, disse Ribeiro.

    A filha, então, o questiona: “Ah! Ele quer que você pare de mandar mensagens?”

    E Ribeiro responde: “Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão…em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? se houver indícios né…”

    Segundo a Polícia Federal (PF), as transcrições das conversas sugerem que Milton Ribeiro estava ciente da execução de busca e apreensão em sua residência e externa preocupação com os pastores Gilmar e Arilton.

    “Nos chamou a atenção a preocupação e fala idêntica quase que decorada de Milton com Waldemiro e Adolfo e, sobretudo, a precisão da afirmação de Milton ao relatar à sua filha”, disse o delegado Bruno Calandrini.

    Para a PF, “os indícios de vazamento são verossímeis e necessitam de aprofundamento diante da gravidade do fato aqui investigado”.

    (*Com informações da Gabriela Coelho, da CNN)