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    Eleições 2022

    Após caso Roberto Jefferson, agro e evangélicos são convocados a pedir por voto

    A campanha de Jair Bolsonaro tenta desvincular o nome do ex-deputado do do presidente

    Larissa Rodriguesda CNN

    Em Brasília

    Dois dias após o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) atirar com um fuzil e lançar granada contra policiais federais que cumpriam uma ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), a campanha à reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), traça estratégias para que o assunto seja deixado de lado e o aliado deixe ter o nome ligado ao chefe do Executivo.

    Segundo interlocutores do QG Bolsonarista, a ordem agora é colocar nas ruas e nas redes sociais parlamentares que consigam voltar a pauta para temas de interesse do presidente, como o agronegócio e a religião. A bancada evangélica do Congresso Nacional, por exemplo, recebeu a ordem de convocar a população para agendas onde os assuntos religião e o “perigo de um governo Lula” para o cristianismo sejam debatidos.

    Líder da bancada evangélica, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também terá a missão de acompanhar Bolsonaro em agenda marcada para o Rio de Janeiro na quinta-feira (27). Nesta quarta (26), Sóstenes terá a companhia do senador e filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em conversa com evangélicos no Noroeste do Estado. Enquanto isso, deputados e senadores ligados às igrejas aumentaram o número de envios de vídeos em listas de transmissão, como também, postagens em redes sociais em favor de Bolsonaro.

    Nesta terça (25), foi o dia do líder da Frente Parlamentar Agropecuária, Sergio Souza (MDB/PR), convocar a imprensa para, mais uma vez, declarar apoio ao presidente da República em nome dos cerca de 300 deputados e senadores que compõem a FPA. Durante a fala, Souza disse que cerca de 99% da frente parlamentar está com Bolsonaro e que é preciso conversar sobre o futuro do setor nesse momento de “novas versões”.

    O líder da FPA ainda afirmou que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for eleito caberá ao petista procurar o agronegócio para negociar apoio dentro do Congresso, dando mais um recado que, de acordo com fontes, teria sido combinado com a campanha de Bolsonaro. Nos bastidores, parlamentares têm dito que há pelo menos 20% da bancada com Lula e que as recém investidas da senadora e ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PP/TO), como também do senador Carlos Fávaro (PSD/MT) teriam colaborado para o cenário.

    Galeria: Veja quem já declarou apoio a Lula e Bolsonaro no segundo turno das eleições