Após contradições, integrantes da CPI querem ouvir Pazuello sobre Covaxin

Ex-ministro deve voltar à comissão para explicar supostas irregularidades na compra de imunizante

Pazuello presta depoimento à CPI da Pandemia
Pazuello presta depoimento à CPI da Pandemia Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Basília Rodriguesda CNN

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Depois de depor duas vezes à CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é candidato a uma terceira ida à comissão, dessa vez, para explicar a suposta irregularidade na compra de vacinas da Covaxin. O Planalto atraiu o caso para Pazuello depois de dizer que o presidente Jair Bolsonaro encaminhou para ele a denúncia feita pelo deputado Luís Miranda e o irmão Luís Ricardo Miranda, funcionário do Ministério da Saúde. “Parece que estão depositando nele (Pazuello) todas as responsabilidades do governo”, afirmou à CNN o senador de oposição, Rogério Carvalho (PT-SE). 

Na mesma linha, a deputada Eliziane Gama (Cidadania-MA) defendeu a reconvocação do ex-ministro. “A vinda do Pazuello se tornará muito fundamental. O Pazuello estava no exercício do ministerio neste momento e agora a gente teve informação de que o presidente teria enviado a denúncia para ele e que ele não teria visto nenhuma irregularidade”, ressaltou.

 

O Ministério da Saúde passou a ser apontado como caminho das denúncias dos irmãos Miranda depois da Polícia Federal informar que não foi comunicada pelo presidente.

Auxiliares que integravam a ex-equipe de Pazuello na pasta afirmaram à CNN desconhecer a denúncia. Há avaliação de que Pazuello tenha aceitado a missão de dar esclarecimentos sobre o caso para blindar o presidente, no mesmo tom que adotou nas duas oportunidades que concedeu depoimento à comissão.

A explicação do governo de que Pazuello deu andamento à investigação e, porém, nada encontrou ficou de fora da primeira manifestação oficial feita pelo Palácio do Planalto, na quarta-feira. Na ocasião, o ministro da secretaria geral da presidência Onyx Lorenzoni falou ao lado do ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, que integrou a equipe de Pazuello. Ainda assim, nenhum dos dois teceram comentários sobre essa providência conduzida pelo ex-ministro.

Perguntado pela CNN se o governo está munido de provas de que enviou a denúncia ao Ministério da Saúde, o vice líder do governo no Congresso, Marcos Rogério, tergiversou. “Quem acusa tem que provar”, rebateu. Segundo ele, ao contrário do que dizem os irmãos Miranda, não há indícios de irregularidades no contrato.

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