Após reunião com Bolsonaro, empresários se dizem aliviados com ‘fico’ de Guedes

Empresários alinhados ao governo dizem que chance do ministro sair é zero

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina Foto: CNN (27.abr.2020)

Renata Agostinida CNN

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Empresários que se reuniram com Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, 29, afirmam que saíram “animados” do encontro e “aliviados” com a mensagem de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não deixará o governo. 

“Percebemos uma grande harmonia. E chance zero de Paulo Guedes sair. Os fundamentos de Guedes estão intocáveis”, afirmou à coluna Sebastião Bomfim, dono da rede de lojas de material esportivo Centauro. “Eu, particularmente, fiquei tranquilizado”.  

Bomfim foi o primeiro grande empresário a manifestar publicamente que votaria em Bolsonaro durante a campanha. Ele disse que, com a saída de Sergio Moro, ficou preocupado com o compromisso do governo de manter a agenda liberal. Esse temor foi dissipado hoje, disse. 

“O presidente continua mantendo todas as promessas de campanha: ser liberal na economia e conservador nos costumes”, afirmou à CNN. 

Além de Bomfim, participaram da reunião com Bolsonaro; Luciano Hang, dono das lojas Havan, Meyer Nigri, dono da Tecnisa; Flávio Rocha, presidente da Riachuelo; e Washington Cinel, da empresa de segurança Gocil. Todos são apoiadores de Bolsonaro desde a campanha. 

Bolsonaro levou para a reunião o próprio ministro Paulo Guedes e seus ministros militares Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), além do Almirante Flávio Rocha, que comanda a Secretário de Assuntos Estratégicos.

Para os empresários, um sinal de que todos estão alinhados e que não haverá uma guinada na pauta econômica do governo. 

“Sentimos todos muito otimistas. O governo virá com mais medidas”, afirmou Meyer Nigri, da Tecnisa, à coluna. 

Os empresários externaram preocupação com a dificuldade do governo de comunicar o que já vem sendo feito para combater a crise. E pontuaram  que o setor privado segue com dificuldade de acesso a crédito. Ouviram que novas iniciativas serão anunciadas em breve.

A saída de Sergio Moro e a decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar a nomeação de Alexandre Ramagem para a Polícia Federal também foram debatidas. Mas, segundo os empresários, o presidente afirmou que não quer mais ficar polemizando o tema.

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