Aras aposta em inquérito dos atos e esvaziamento do das fake news

Inquérito dos atos antidemocráticos nasceu a pedido do procurador-geral da República e suas diligências têm acompanhamento direto do Ministério Público

O presidente Jair Bolsonaro fala ao procurador-geral da República Augusto Aras no Palácio do Planalto, em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro fala ao procurador-geral da República Augusto Aras no Palácio do Planalto, em Brasília Foto: Ueslei Marcelino/Reuters (17.abr.2020)

Caio Junqueirada CNN

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A Procuradoria-Geral da República aposta todas as suas fichas no inquérito dos atos antidemocráticos ao mesmo tempo em que pretende esvaziar o inquérito das fake news.

A avaliação de investigadores envolvidos no inquérito dos atos antidemocráticos é a de que esse inquérito nasceu a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e suas diligências têm acompanhamento direto do Ministério Público. Além disso, Alexandre de Moraes foi sorteado relator.

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Diferentemente do inquérito das fake news, que foi aberto de ofício pelo Supremo Tribunal Federal e a relatoria dada pelo presidente da corte, Dias Toffoli, a Moraes. No entorno de Aras, há a certeza de que ele arquivará o inquérito das fake news.

Ciente disso, o STF tem acatado os pedidos de Aras no inquérito dos atos antidemocráticos. Partiu da Procuradoria os pedidos das diligências desta segunda-feira e desta terça-feira, ambos tendo como alvo blogueiros, parlamentares e empresários bolsonaristas.

A dúvida agora é como o presidente Jair Bolsonaro vai se relacionar com Aras daqui em diante. O procurador-geral até esta semana era bem quisto pelo Planalto e até cogitava nomeá-lo para uma vaga ao STF.

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