Assessora apontada como operadora de Valdemar já foi alvo de operação da PF
Servidora da Câmara, Mariângela Fialek, foi citada em decisão de Flávio Dino que mirou possível desvio de emendas em benefício do presidente do PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria tido o apoio de três servidores da Câmara dos Deputados para o possível controle e desvio de emendas parlamentares, de acordo com a Polícia Federal. Ele foi alvo de decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que bloqueou emendas e bens do chefe da sigla.
Uma das servidoras citadas na decisão é Mariângela Fialek é uma das citadas na decisão. Ela é suspeita de operar emendas do chamado orçamento secreto e foi alvo de operação da PF em dezembro do ano passado durante a Operação Transparência. Desde então, Tuca, como a servidora é conhecida, deveria estar afastada de atividades que envolvessem recursos do Orçamento.
A PF, no entanto, indicou que de junho de 2024 até março deste ano Tuca e outros dois servidores – Garigham Amarante e Nara Brum – teriam atuado no desvio de pelo menos 21 emendas em prol de Valdemar com montante de cerca de R$ 119,2 milhões.
Tuca é ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. Atualmente, ela está lotada como servidora na Diretoria Administrativa da Casa, na área de Infraestrutura e Patrimônio. Garigham está lotado como assessor no gabinete da liderança da oposição e Nara está em exercício como assessora na liderança do PL.
Em dezembro, foram realizadas buscas na casa e no local de trabalho de Tuca. Vista como “técnica” por parlamentares, ela teria atuado na divisão das emendas que ficaram conhecidas como “orçamento secreto”. Em sua atuação, a assessora era vista como operadora e braço direito de Lira.
A PF trabalha com duas linhas principais de investigação e apura a possibilidade de prática de peculato-desvio e possível associação criminosa dos servidores em benefício de Valdemar. A decisão de Dino citou mensagens obtidas no aparelho de Tuca, apreendido em dezembro, que citam Valdemar.
Procurado, Valdemar negou as acusações apontadas na investigação. Em nota, a defesa de Mariângela Fialek afirmou que a atuação dela era "estritamente técnica, apartidária e impessoal" e destacou que não se atribui à servidora "a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal". A CNN também questionou a Câmara sobre os servidores citados na decisão de Dino e aguarda retorno.


