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    Ato pró-Bolsonaro será usado como teste de fidelidade e organização quer evitar perda de controle sobre carros de som

    Manifestação na Avenida Paulista irá ocorrer em meio à expectativa de que Bolsonaro não escape de uma prisão

    Basília Rodriguesda CNN

    Brasília

    Organizadores do ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as acusações de golpe de Estado discutiram, nesta quinta-feira (15), procedimentos para manter o controle da mobilização em meio à disputa por holofotes e também para evitar complicações jurídicas.

    Coordenador do evento, o pastor Silas Malafaia, defendeu que Bolsonaro e políticos mais próximos se concentrem em apenas um carro de som. A ideia é impedir que as atenções se dividam, além da eventual perda de controle sobre o tom dos discursos.

    Mas há aliados que sugerem a inclusão de outros quatro trio elétricos na Avenida Paulista.

    A manifestação irá ocorrer em meio à expectativa de que Bolsonaro não escape de uma prisão. Não à toa, o evento está sendo tratado como um teste de fidelidade ao ex-presidente, ainda mais para aqueles que têm pretensões político-eleitorais com a marca bolsonarista.

    Até o momento, o PL contabiliza a confirmação de mais de 100 políticos também de outros partidos. Mas a lista não foi divulgada na íntegra.

    O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou à CNN que estará presente junto com a família. O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos) também disse que irá comparecer.

    O convite vem carregado de pressão sobre os possíveis políticos ausentes, sob risco de perder o apoio de Bolsonaro — e de seus aliados — nas campanhas deste ano.

    O ex-presidente não fala em público que irá condicionar a ida ao evento a sua presença nos palanques municipais. Mas outros integrantes do PL dão o recado bem claro.

    Para o deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ), a manifestação será “um excelente divisor de águas em ano eleitoral. Esse ato é bom porque vamos separar quem é por nós, e quem não é. Na política, amigos e lealdade se conhecem em momentos como esse”, disse à CNN.