Autoridades e políticos lamentam morte de Raul Jungmann: "Deixou sua marca"

Jungmann chefiou as pastas de Defesa e Segurança Pública durante o governo de Michel Temer; a de Desenvolvimento Agrário, com FHC

Da CNN Brasil, em São Paulo
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O ex-presidente Michel Temer (MDB) lamentou a morte do ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann, neste domingo (18), aos 73 anos.

"Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar", declarou Temer em nota.

Jungmann chefiou as pastas de Defesa (2016-2018) e da Segurança Pública (2018) durante o governo de Michel Temer, e a de Desenvolvimento Agrário (1999-2002), sob a chefia de Fernando Henrique Cardoso, o FHC (PSDB).

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes descreveu Jungmann como um "amigo querido cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade".

"Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. No exercício de funções centrais no Estado brasileiro, especialmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team comprometido com a estabilização institucional, as reformas estruturais e a consolidação da ordem constitucional inaugurada em 1988", disse o decano da Corte.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o ex-ministro deixa "lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional".

Atual ocupante da pasta de Desenvolvimento Agrário, o ministro Paulo Teixeira relembrou as colaborações de Jungmann no conselho de ex-ministros da pasta. "Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos", assinalou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a relação que teve com Jungmann no último posto público ocupado pelo ex-ministro: como diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

"Raul era um entusiasta dos minerais críticos e estratégicos e contribuiu de forma decisiva para a construção de políticas públicas e marcos legais importantes para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro", afirmou.

Veja outras manifestações:

Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff (antecedeu Jungmann): "Triste notícia para um triste momento de nossa sofrida pátria. Um brasileiro com quem se podia divergir ou concordar pelo bem do Brasil."

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (sucedeu Jungmann): "Uma perda para a vida pública. Tive a oportunidade de conhecê-lo na transição de governo de 2018, quando ele, com competência, ocupava o cargo de ministro da segurança pública."

Texto em atualização.

* Publicado por Henrique Sales Barros