Avião apreendido com Vorcaro pela PF é avaliado em R$ 200 milhões
Cálculo do valor foi feito pelos investigadores; aeronave estava no aeroporto de Guarulhos pronta para levar dono do Master pra Dubai
A PF (Polícia Federal) apreendeu um avião avaliado em R$ 200 milhões, segundo cálculo da investigação, com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, durante a operação Compliance Zero, que prendeu preventivamente o banqueiro.
A aeronave de luxo foi apreendida no pátio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, nessa terça-feira (18). E é a mesma que levaria Vorcaro a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, antes de ele ser preso pela PF.
A CNN Brasil teve acesso a fotos do interior do avião. Os bancos são de couro, há camas e televisões.
O avião, agora apreendido, fica à disposição da Justiça durante o processo de investigação.
O dono do Banco Master foi preso na noite de segunda-feira (17), por volta das 22h, no Aeroporto de Guarulhos, quando viajaria para fechar negócios. A CNN Brasil apurou que a Polícia Federal monitorou Vorcaro e antecipou a prisão para evitar uma fuga.
A Operação Compliance Zero investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
A PF prendeu sete pessoas e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Entre os presos também está Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, que foi afastado pela Justiça na terça. A Justiça ainda afastou três diretores do banco, além de Costa.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.


