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    Bancada evangélica faz mutirão para virar votos contra PL das Fake News

    Em reunião no fim da semana passada, a diretoria da Frente Parlamentar Evangélica decidiu dividir tarefas entre seus principais membros com o objetivo de inviabilizar a aprovação do PL.

    Renata Agostini

    A cúpula da bancada evangélica colocou em marcha nos últimos dias uma estratégia para aumentar o coro contra o PL das Fake News e virar votos para barrar o projeto.

    Em reunião no fim da semana passada, a diretoria da Frente Parlamentar Evangélica decidiu dividir tarefas entre seus principais membros com o objetivo de inviabilizar a aprovação do PL.

    Primeiro, foi feito o mapeamento de quem não compareceu na votação da urgência. Este grupo virou alvo preferencial. Num segundo momento, listaram deputados por partido que poderiam migrar para o voto “não”. E, por fim, definiram os deputados que iriam correr atrás dos votos contrários em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Em outra frente, a cúpula da bancada decidiu acionar lideranças evangélicas para pressionar parlamentares com telefonemas e postagens nas redes sociais. Teve até pastor encarregado de entrar em contato com o próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que trabalha pela aprovação do PL.

    A bancada evangélica passou a se opor à aprovação do projeto por entender que ele cerceia a liberdade de expressão nas redes, o que é refutado pelo relator do projeto, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), e pelos parlamentares que apoiam a medida.

    O texto, que recebeu contribuições da Justiça Eleitoral, tem como objetivo coibir a disseminação de notícias falsas e fraudulentas e aumentar a responsabilização das plataformas.