Baronovsky: Infelizmente não há mais espaço para debate sobre voto impresso

No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (14), Ricardo Baronovsky fala sobre urnas eletrônicas apresentadas pelo TSE para eleições em 2022

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta terça-feira (14), o comentarista Ricardo Baronovsky analisa o novo modelo de urna eletrônica apresentados pela Justiça Eleitoral para 2022. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a versão é mais moderna, segura e possui recursos de acessibilidade.

Durante o evento de lançamento, o presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, aproveitou para dizer que os ataques do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), contra a credibilidade do equipamento ficaram “no passado”.

Ricardo Baronovsky lamentou que o debate do voto impresso não tenha mais espaço atualmente e ressaltou os fatores tecnológicos e históricos. “A tecnologia sobe pelo elevador e o direito tenta acompanhá-la pela escada. Não é fácil acompanhar todas as evoluções tecnológicas. Mas para colocarmos uma pá de cal sobre essa controvérsia é preciso fazer um panorama da análise eleitoral do que ocorreu de 2018 até então.”

“O que o TSE faz de reanalisar as urnas, fazer audiências abertas, e até trazer um novo modelo, é muito saudável. Mostra preocupação, porque amanhã surge um programa tecnológico novo que derruba totalmente a segurança das urnas. Não podemos descansar quando o tema é tecnologia”, afirmou.

Baronovsky descreveu como “quimera” a implementação do voto impresso para 2022 e ressaltou a impossibilidade jurídica, tendo em vista a anualidade da legislação eleitoral. A proposta, apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em agosto deste ano.

Para o comentarista, o debate sobre a segurança das urnas precisa ser mantido até as eleições, embora confirme o apoio ao TSE para garantir que o modelo seja “indevassável”. “Amanhã ou depois de amanhã surge um garoto no porão de uma garagem em não sei aonde que consegue invadir o sistema. Esta é a tecnologia, não dá para subestimar.”

“Cabe ao TSE se munir da melhor tecnologia possível. O que está em jogo é a nossa democracia, o resultado da eleição”, completou.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Thiago Anastácio e Ricardo Baronovsky. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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