Baronovsky: Problema não são servidores concursados, mas sim cargos em comissão
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (17), o comentarista falou sobre o anúncio de reajuste dos salários dos servidores feito por Jair Bolsonaro
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (17), o comentarista Ricardo Baronovsky avaliou o anúncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que prometeu dar um reajuste a todos os servidores públicos federais caso o Senado aprove a PEC dos Precatórios.
Baronovsky afirmou que "não dá para demonizar o servidor público" e que o problema são os cargos comissionados que muitas vezes não passam por critérios técnicos.
"O problema não são os servidores concursados, o problema são os cargos em comissão, os apadrinhamentos políticos. Se essa reforma administrativa (PEC 32/20) passar, mesmo que atinja só os novos servidores, ao invés de termos este servidor isento, parcial e técnico, concursado, teremos um cargo político, e eu coloco quem eu quiser naquele lugar."
"[O reajuste] é um anúncio que vai ao encontro da valorização do serviço público. Não dá para demonizar o serviço público. Hoje, a grande maioria dos servidores são municipais. A quase totalidade dos servidores são servidores de base. A média de um salário de um servidor público no país é entre dois e três salários mínimos."
O comentarista salientou a importância da estabilidade dos servidores para que atuem de maneira isenta e desatrelada à política.
"A estabilidade não é um direito do servidor, da pessoa, a estabilidade é um direito da sociedade para que aquele servidor aja com independência, isenção, com segurança jurídica, de modo que ele combata a corrupção, desmandos, desvios de dinheiro."
O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Ricardo Baronovsky. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.


